O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) suspendeu por 60 dias, o corte de araucárias em todo o Estado. No período, só serão autorizadas as derrubadas de árvores em casos extremamente específicos, como quando ofereçam risco à população. Mesmo entrando em processo de extinção, o corte de araucárias era liberado em determinadas situações.

A decisão, publicada em portaria pelo IAP, ocorreu após um grupo de organizações não governamentais entregar um documento à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e ao Ministério Público, reunindo uma série de denúncias e cobrando que políticas públicas fossem aplicadas na área ambiental.

Ao tomar conhecimento, o Ministério Público encaminhou uma recomendação ao IAP, sugerindo a suspensão das autorizações por um ano, até que os casos fossem investigados e os procedimentos para permissão da derrubada fossem reformulados. O IAP aceitou a recomendação, mas por 60 dias.

De acordo com as ONGs ambientais, o IAP autorizou o corte de uma área de mata de araucária equivalente a 693 campos de futebol somente em 2014. Os números não levam em conta as derrubadas não autorizadas.

Contudo, um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica mostra que o Paraná foi o recordista nacional em devastação de Floresta Atlântica, no acumulado dos últimos 30 anos. Entre os anos de 2014 e 2015, ainda segundo o mesmo estudo, desapareceram 1.988 hectares de florestas no estado. Os municípios de Bituruna, com a derrubada de 113 hectares, e Coronel Domingos Soares, Sul do Estado, com 79 ha, aparecem entre os maiores desmatadores.