Mais de 7 mil eleitores podem faltar à votação nas eleições em Palmas
Média de abstenção das últimas quatro eleições gerais é de 22%.
Política
Caso siga a média dos últimos pleitos, o município de Palmas, Sul do Paraná, pode ter a ausência de mais de 7,2 mil eleitores no próximo dia 4 de outubro, 1º turno das eleições de 2026. Desencanto com a política, envelhecimento e mobilidade da população são apontados como fatores para favorecer a abstenção dos eleitores.
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Nas últimas quatro eleições gerais, o índice de eleitores que deixaram de votar em Palmas apresentou variações, mas sempre mantendo-se na casa dos 20%.
Em 2010, de 27,3 mil votantes aptos no município, 5,8 mil (21,3%) não votaram. Na eleição de 2014, o índice de faltantes subiu para 23,3%. Em 2018, aumentou o comparecimento, com 19,7% dos eleitores faltando, mas em 2022 a abstenção atingiu o ápice, superando 25%.
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Para 2026, o eleitorado palmense é de 32,3 mil votantes. Considerando os últimos quatro pleitos, a média de abstenção em Palmas fica na casa de 22%, o que representa 7,2 mil eleitores que poderão deixar de ir votar no dia 4 de outubro.
Reportagem do jornal Gazeta do Povo aponta o desencanto com a política como um fator para a alta abstenção. Além disso, a mudança de gerações, o envelhecimento da população, a mudança de local de moradia e a baixa penalidade para quem não vota, também são postos como contribuições para o elevado número de faltantes.
Por outro lado, há discordâncias em relação aos fatores que levam à abstenção dos eleitores. Durante evento no município no mês de julho, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, avaliou que, por vezes, a ausência do eleitor na urna não se restringe apenas ao fator de “não querer participar da política”.
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Ele citou, por exemplo, o reflexo do clima na votação, afirmando que, quando há ocorrência de chuvas em dia de eleição, o número de faltantes aumenta, pela impossibilidade de muitos eleitores chegarem aos seus locais de votação. Ele afirmou ainda que o eleitorado paranaense cresceu, ultrapassando o Rio Grande do Sul, além de haver uma expansão no número de eleitores jovens, o que demonstraria um maior interesse deste público sobre a política.