O Ministério Público do Paraná, através da 2ª Promotoria da Comarca de Palmas, instaurou inquérito civil para apurar possível ato de improbidade administrativa por parte do vereador Ademar Santos Nunes, “consistente na ‘venda’ de seu voto para votação do Presidente da Câmara Municipal”.

Conforme portaria expedida pelo promotor Alexsandro Luiz dos Santos, chegou ao conhecimento da promotoria, a notícia de improbidade, decorrente de Procedimento Investigatório Criminal, instaurado no mês de março, que tinha como objetivo apurar eventual prática do crime de corrupção passiva pelo vereador.

Segundo a promotoria, consta nos autos que o parlamentar “se propôs a vender seu voto para votação da eleição da Presidência da Câmara Municipal, que estava agendada para o dia 17 de dezembro de 2018, tendo solicitado do assessor do prefeito, Vanderlei Marcelo Zwicker, o valor de R$ 30 mil”.

Diante do exposto, o Ministério Público aponta que o caso contém elementos suficientes para a instauração do Inquérito Civil, na área de Proteção ao Patrimônio Público.

O promotor determinou ainda, que o prefeito municipal, Kosmos Panayotis Nicolaou, o assessor jurídico do Executivo, Toni Douglas Cordeiro Grassi, e Vanderlei Marcelo Zwicker sejam notificados para comparecer na promotoria e prestar esclarecimentos sobre os fatos.

Procurado pelo Departamento de Jornalismo da Rádio Club, o vereador Ademar Santos Nunes informou que deverá se pronunciar sobre o caso nos próximos dias.

A assessoria jurídica do prefeito, Grassi e Zwicker afirmou que aguarda a notificação do Ministério Público, salientando que os citados foram os autores da denúncia que culminou no Procedimento Investigatório Criminal, além de apresentar denúncia também na Câmara de Vereadores. Reitera a assessoria, que os citados estão à disposição do Ministério Público para o esclarecimento dos fatos.