O Ministério Público do Paraná, através da Promotoria de Justiça da Comarca de Clevelândia, instaurou inquérito civil para apurar suposta violação aos direitos da coletividade dos moradores do Acampamento Mãe dos Pobres II, em razão da ausência de fornecimento de energia elétrica pela Copel (Companhia Paranaense de Energia).

Conforme o Ministério Público, moradores do acampamento compareceram na promotoria, informando que a Copel negou prestação de serviço de fornecimento de energia elétrica, sob o fundamento de não terem comprovado o vínculo com a propriedade que possuem, por meio de documento emitido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Os moradores afirmam estar há 16 anos no local, que é objeto de ações no Poder Judiciário da Comarca. Diante da falta de energia, alegam estar sofrendo danos materiais, pois não conseguem realizar suas atividades profissionais.

Segundo Termo de Declaração emitido pela prefeitura clevelandense, a referida área pertence à Olvepar (Óleos Vegetais do Paraná) e atualmente serve de moradia para 22 famílias, totalizando em torno de 100 pessoas, que aguardam pela legitimação de posse, e vivem do plantio de milho, feijão, mandioca, batata-doce, tomate e criação de animais.

Conforme portaria de abertura de inquérito, a promotoria determinou que seja notificada a Copel para que apresente informações sobre a negativa do fornecimento de energia na localidade.

O Departamento de Jornalismo da Rádio Club de Palmas tenta manter contato com a Copel para apurar o posicionamento da empresa, mas até a publicação não obteve retorno.