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14 de abril de 2026
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IAT emite alerta após aumento de avistamentos de onças em áreas rurais do Sudoeste

Instituto orienta moradores sobre como agir de forma segura e reforça que capturar ou matar o animal é crime ambiental

Meio Ambiente

por Patrick Rodrigues

oncas
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O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou um alerta importante nesta semana após receber diversas solicitações e denúncias de moradores que avistaram onças algumas acompanhadas de filhotes circulando em áreas rurais da região Sudoeste do Paraná.

Segundo o órgão ambiental, o aumento desses registros está diretamente ligado à diminuição dos habitats naturais. O desmatamento reduz o território desses grandes felinos, obrigando-os a se deslocar e, eventualmente, aparecer em propriedades rurais em busca de passagem ou alimento.

O IAT reforça que, em caso de avistamento ou percepção de rastros das onças, especialmente no fim da tarde, os moradores podem utilizar rojões para produzir barulho e afastar o animal da área. O método também pode ajudar a proteger rebanhos de ataques de predadores.

Apesar da preocupação de alguns moradores, o órgão esclarece que ataques de onças a seres humanos são extremamente raros. Entretanto, se o encontro for inevitável, a orientação é fazer muito barulho e levantar os braços ou objetos que estiverem à mão para parecer maior e, assim, espantar o animal.

O Instituto também ressalta que capturar, ferir ou matar onças e filhotes é crime ambiental grave. Quem cometer esse tipo de ação será identificado e responsabilizado conforme a legislação vigente.

O Escritório Regional do IAT em Francisco Beltrão está monitorando a situação, que abrange municípios desde Capanema e Pranchita até a área beltronense. O órgão pede que qualquer avistamento seja informado imediatamente para acompanhamento e registro.

Por fim, o IAT lembra que onças assim como outros felinos silvestres  somente atacam animais domésticos quando seu habitat natural está degradado e o alimento escasseia. Por isso, reforça a importância de denunciar práticas de caça ilegal e preservar o meio ambiente.

O comunicado é assinado por Zellio Casa, chefe regional do IAT em Francisco Beltrão, e pela engenheira florestal Juliane Nesi.

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