Um novo esporte tem ganhado adeptos na região Sudoeste, especialmente em Francisco Beltrão. É o Paramotor, também conhecido como Parafly, que nada mais é que uma adaptação do Parapente. Em Francisco Beltrão, os voos têm acontecido com frequência. O precursor na cidade foi Edemir Adalberto Damiani, que conheceu o esporte na internet e posteriormente soube da abertura de uma escola de preparação no oeste do Estado. Foi quando adquiriu o equipamento e começou a fazer voos sobre a cidade e região.

A partir de então, alguns amigos (Ademir Bordignon, Ademir Rosseto, André Benhe, Edson Benhe, Célio Bianchini e Jaime Canesso) também aderiram e hoje fazem voos sempre que possível. Em entrevista à Rádio Onda Sul FM/RBJ, Edemir Damiani explicou que sempre teve o desejo de voar e como fazer isso de avião se tornava caro, aderiu ao Paramator.

Antes de qualquer voo, o equipamento é ajustado com ajuda de um amigo para evitar acidente. Foto: Evandro Artuzi/RBJ
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Antes de qualquer voo, o equipamento é ajustado com ajuda de um amigo para evitar acidente. Foto: Evandro Artuzi/RBJ

Rádio Onda Sul/RBJ: Como ele funciona?

Edemir: Basicamente ele é composto por um Parapente e por um motor né, no qual esse motor ele te empurra, você não precisa de morro pra decolar, diferente do voo livre, que isso é necessário. Esse aqui não, você precisa de uma área plana pra correr e uma área plana pra pousar e você tem autonomia do motor, dependendo das condições, ele te leva onde você quiser, você não fica refém do tempo ou do vento, você contorna a situação com o motor.

 

Rádio Onda Sul/RBJ: É perigoso?

Edemir: Não, não é perigoso, é uma maneira super saudável, super segura de voar, uma das mais seguras, inclusive. Acidente obviamente acontecem numa decolagem, mas nada que põem em risco a vida, na hora do pouso também, se desconcentra acaba batendo um pouco forte no chão, mas nada que leve perigo né, o risco é como qualquer outro esporte.

Rádio Onda Sul/RBJ: Que altura ele pode voar?

Edemir: A altura ele depende, assim, tem pessoas que já subiram a 5,5 mil metros de altitude, até dá falta do oxigênio, nós não, a gente aqui pratica um voo bem tranquilo, geralmente a 300 metros de altura, mais ou menos nessa altura de praxe.

Rádio Onda Sul/RBJ: Tem um horário que vocês preferem voar?

Edemir: Sim sim, inclusive Paramotor ele tem um horário aqui no Sudoeste. No litoral não, mas aqui no Sudoeste você voa bem cedinho até umas 9 horas ou depois das 6 horas da tarde no horário de verão agora. Você não consegue voar durante o dia por causa das térmicas né, então o voo fica mexido e desconfortável, até tem um ditado que a gente usa que é assim: é melhor tá aqui em baixo querendo tá lá em cima, do que tá lá em cima querendo tá aqui em baixo, que é um voo chato.

Voos no fim da tarde proporcionam belíssimas imagens. Foto: Evandro Artuzi/RBJ
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Voos no fim da tarde proporcionam belíssimas imagens. Foto: Evandro Artuzi/RBJ

Rádio Onda Sul/RBJ: E esse tanque de combustível dos motores, ele tem autonomia pra quantas horas de voo?

Edemir: Tanque cheio você voa em média umas duas horas tá, só que depois e uma hora o voo ele acaba ficando mais cansado, você não aguenta voar, por exemplo, uma hora e meia. Então decola voa até que tá gotoso, quando cansa pousa em média por voo a gente gasta de 4 a 6 litros.

Rádio Onda Sul/RBJ: Já aconteceu de alguém da equipe ficar sem combustível?

Edemir: Já já, comigo no último voo. Estava sobrevoando daqui de Beltrão até Planalto e quando eu tinha percorri uns 80% do trajeto eu acabei me descuidando com o combustível ficando sem, aí tive que pousar numa fazenda, mas foi tudo tranquilo, dentro dos conformes, por que na verdade você só fica sem combustível, mas ele vem pra pouso suave como numa descida normal.

A equipe de Paramotor de Francisco Beltrão se reúne pelo menos uma vez por semana para fazer voos. O local escolhido fica as margens da PR-483, no terreno da empresa Flessak, próximo a Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão.

Fotos: Evandro Artuzi/RBJ