A violência contra a mulher é um fenômeno pouco visível na sociedade, apesar de ser frequente e ter consequências graves para a saúde física e mental da mulher e de seus filhos.

Essa violência silenciosa, mais constante foi tema de Palestra no Centro Cultural Dom Agostinho José Sartori, para alunos do Colégio Estadual Dom Carlos – Ensino Fundamental, Médio, Normal e Profissional de Palmas, sul do Paraná.

A iniciativa segundo a diretora Marla Oliveira de Almeida de envolver os alunos na temática é proporcionar conhecimento as adolescentes sobre seus direitos como mulher e como cidadã, por isso aconteceu em parceria com o Ministério Público e Conselho Tutelar.

Em entrevista ao RBJ ela relatou que é do conhecimento dos educadores que no convívio escolar a meninas adolescentes que vivenciam vários tipos de violência, direta ou indiretamente “muitas adolescentes veem as mães sofrer uma vida toda, ou parentes próximas como tias, primas ou até mesmo amigas. Outras são oprimidas pelos próprios namorados que as proíbem de tudo e nós como educadores não queremos que a história se repita com os nossos alunos” disse Marla.

Segundo informações da revista Adolescência & Saúde em artigo publicado sobre a violência relata que na Convenção de Belém do Pará, convocada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1994, especificamente para tratar do problema da violência contra as mulheres nas Américas, conceituou-se violência contra a mulher como qualquer ato ou conduta com base no gênero que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada.

A violência contra a mulher em todas as suas formas (doméstica, psicológica, física, moral, patrimonial, sexual, tráfico de mulheres etc.) constitui uma violação de direitos humanos.

No entanto, muitas restrições se apresentam às ações preventivas na área de violência, entre elas as culturas da violência e sexista/machista, o racismo, a homofobia e a concepção de que as relações privadas não constituem uma questão a ser tratada pela sociedade.