Por Evandro Artuzi
Depois de muita discussão entre os vereadores e manifestações da população nos últimos dias por meio de redes sociais, enfim foi votado nesta segunda-feira (19/11) durante a 65ª sessão ordinária da Câmara de Francisco Beltrão, o projeto de emenda à lei municipal 3434/2007, que trata do nepotismo na administração pública municipal. O projeto de autoria do ex-prefeito Vilmar Cordasso (PP) proibia a contratação de parentes na administração, porém a emenda votada prevê essa possibilidade.

A proposta é do vereador Celso Antunes (PSDB) e foi apresentada logo após o período eleitoral, recebendo a primeira votação nesta segunda-feira, sendo aprovada por 07 votos a 02. Votaram favoráveis Jocemar Madruga (PT), Maor Preto Prollo (PMDB), Anízio Cezar Pereira (PMDB), Atanázia Helmann Pedron (PP), Ivo Santos (PSD), Almir Calegari (PT) e o proponente Celso Antunes (PSDB). Os votos contrários foram dos vereadores Paulo Grohs (PSDB) e Elenir Maciel (PP). O presidente Dázio Zanatta (PSDB), como determina o regimento interno, não votou.

Antes da votação, houve manifestação de vários vereadores e alguns criticaram a imprensa pelo enfoque dado ao assunto nos últimos dias. Jocemar Madruga, por exemplo, afirmou que a imprensa agiu sem conhecimento e de maneira tendenciosa levando informações inverídicas sobre a proposição de Celso Antunes. Também se manifestaram contra a imprensa os vereadores Anízio Cezar Pereira e Maor Preto Prollo. Os favoráveis a aprovação do projeto e o proponente do mesmo garantem que está apenas sendo adequada a lei com base na súmula 13 do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo seria evitar problemas futuros na administração municipal, explicou Celso Antunes.

A vereadora Elenir Maciel (PP), que votou contra, repudiou os comentários feitos por alguns vereadores contra a imprensa Beltronense. Conforme ela, o papel da imprensa é esclarecer a população com a divulgação dos fatos. Ela ainda atribui o projeto a uma ação eleitoreira. Quanto a sua posição contrária ao projeto, Elenir diz ter seguido o que prevê o artigo 40 da Lei orgânica Municipal, ou seja, o projeto é de competência do executivo e não do legislativo. O projeto vai para segunda votação nesta terça-feira (20/11) e, se aprovado, segue para sansão ou veto do prefeito Wilmar Reichemabch (PSDB).

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