por Ivan Cezar Fochzato

 

O volume de vendas no comércio paranaense devem fechar o ano num crescimento entre 6,7 e 7%.A projeção foi feita ao Portal RBJ pelo presidente da Fecomércio (Federação do Comércio do Paraná), Darci Piana. Conforme o dirigente, o crescimento deve ser menor que 2011, quando fechou em 8,7% ante a previsão de 10,2%.
As projeções estão sendo feitas com base na Pesquisa Conjuntural que está sendo realizada em todo o Paraná, sendo que na região abrange os comerciantes dos municípios de Francisco Beltrão, Palmas e Pato Branco. Conforme Piana, a pesquisa permite acompanhamento permanente da movimentação em quatorze segmentos do comércio, envolvendo 2.200 empresas de pequeno, médio e grande portes, além de outras duas consultas são feitas junto ao empresariado.

Conforme ele há vários fatores que estão influenciando negativamente na movimentação comercial, como por exemplo, a crise em países da Europa; a instabilidade econômica dos Estados Unidos, que o principal centro comprador e ainda a redução do crescimento da economia da China. Por outro aspecto, o que desempenho do setor agrícola, com o milho e a soja, poderá garantir ou ate mesmo melhorar as projeções. “Quando a agricultura vai bem, o comércio também vai bem”, destacou ele. Outro fator apontado como relevante para o desempenho positivo é a manutenção dos empregos, fomentados por uma série de ações do governo, como por exemplo, diminuição das taxas de juros e ampliação do crédito. “Quando as pessoas estão trabalhando, evidentemente que vão gastar no comércio”, salientou avaliando que o ano deve ser bom para o comércio, principalmente com a chegada das festas de final de ano, o que permitirá subir a estatística.

 

Darci Piana, por outro lado se mostrou apreensivo com relação ao cenário que pode se estabelecer na economia brasileira num futuro próximo, em razão das ferramentas utilizadas pelo governo para garantir o crescimento econômico do pai, através da redução de IPI nos eletrodomésticos, automóveis, materiais de construção, e ainda a redução dos juros e abertura de crédito. Em sua opinião isso não pode ser permanente e duradouro, porque mesmo com essas medidas as vendas estão caindo e essa é a grande preocupação.

 

“Se o governo está gastando todos os cartuchos para manter o equilíbrio, e a inflação está subindo e as vendas caindo e preciso estar atentos porque pode haver diferença de caixa”, analisou Piana, acrescentando que isso pode desencadear um aumento de juros e de tributos comprometendo toda a economia brasileira no futuro pode trazer aborrecimentos. Pediu cautela aos empresários para que evitem evitar investimentos além da capacidade financeira. Por outro lado moltivou-os para que esteja preparados e atualizados para enfrentar os novos desafios que por cento surgirão. Clique em áudio