As Usinas Salto Osório e Salto Santiago, ambas no Rio Iguaçu, no Paraná, e de propriedade da ENGIE Brasil Energia, foram as primeiras hidrelétricas que tiveram suas barragens vistoriadas por técnicos da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Entre os dias 12 e 14 de fevereiro, dois fiscais da Agência, acompanhados pela equipe da TV NBR do Governo Federal, se reuniram com engenheiros da ENGIE para analisar os documentos das duas usinas e visitar os empreendimentos. O objetivo de acompanhamento da equipe de TV, à pedido do Governo, era de tranquilizar a sociedade e a comunidade no entorno das usinas de que as operações da Companhia estão dentro dos padrões de segurança.

Juntamente com a equipe de engenheiros, os fiscais conferiram de perto a segurança dessas estruturas, observaram o estado de conservação, a manutenção do local e a operação dos instrumentos de monitoramento da barragem. Também checaram equipamentos para o acionamento dos motores das comportas, por exemplo, e o Plano de Ação Emergencial.

Esse Plano de Ação Emergencial é entregue para a Defesa Civil dos municípios e do estado, que utiliza essas informações para elaborar os Planos de Contingências para eventual evacuação dos moradores, indicando rotas de fuga e pontos de encontros em altitudes seguras.

A Lei de Segurança de Barragens, número 12.334 de 2010, classifica as barragens por dois critérios: dano potencial (alto, médio e baixo) e risco (alto, médio e baixo). No critério dano potencial alto são compreendidos os seguintes aspectos: barragens com grandes reservatórios; existência de pessoas ocupando permanentemente a área a jusante da barragem; interesse ambiental relevante da área afetada, e existência de instalações residenciais, comerciais, agrícolas, industriais de infraestrutura e serviços de lazer, turismo e navegação. Já no critério de risco são avaliados: a documentação do projeto, a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), a qualificação técnica da equipe de segurança de barragens, roteiros de inspeção de segurança e monitoramento; regra operacional dos dispositivos de descarga da barragem e relatórios de inspeção de segurança com análise e interpretação.

As duas usinas fiscalizadas são consideradas de dano potencial alto em função do seu tamanho e porte, porém seu risco é classificado como baixo, ou seja, as barragens não correm o risco de se romper. Elas são construídas com rocha e concreto, seguindo os mais rigorosos métodos de engenharia para conter um grande volume de água. Depois do minucioso trabalho de três dias, os técnicos vão elaborar um relatório final de fiscalização e repassar à empresa no prazo de 30 dias, informando o que está bom e o que ainda pode ser melhorado no processo de monitoramento. Outras usinas da ENGIE devem ser fiscalizadas, ainda sem data definida.

Acompanhe na reportagem NBR TV P informações sobre o trabalho da ANEEL e aos detalhes finais sobre a visita.