Os novos empreendimentos são resultado da parceria do governo do Paraná com o governo federal e prefeituras, por meio do programa Minha Casa Minha Vida. Os investimentos foram de R$ 3,3 milhões.

O presidente da Cohapar, Nelson Cordeiro Justus, afirmou que a equipe está preparada para atingir as metas para habitação nos próximos quatro anos. “Nossa expectativa é manter o ritmo de entregas e também de contratações para que mais 100 mil casas sejam produzidas no Paraná”, disse.

A prefeita de Flor da Serra do Sul, Lucinda Ribeiro de Lima Rosa, disse que 2015 está começando muito bem para o município. “Iniciamos um ano abençoado inaugurando estas moradias e transformando a vida destas famílias. A maioria vai sair do aluguel e conquistar uma nova vida”, destacou.

Lessir Canan Bortoli, prefeito de Renascença, contou que a entrega de moradias é um momento diferente de todos os outros da administração pública. “Aqui as pessoas vão construir seus lares. Sem o aluguel vão conquistar mais estabilidade e também se fixar na cidade”, disse.

O deputado estadual Paulo Litro acompanhou as entregas e afirmou que o programa de moradias no Paraná é fundamental. “Aqui promovemos a união de forças do poder público em prol da realização do sonho das pessoas mais carentes”, disse.

Renascença – Maria Luisa Silveira, 43 anos, diarista, vai se mudar com o marido e os quatro filhos para a casa nova. Os primeiros planos são construir um muro e fazer uma horta e ampliar a casa em mais dois quartos. Ficaram 11 anos esperando pela oportunidade de mudar para uma moradia própria. “Foi uma longa espera, mas o resultado não poderia ser melhor. Estamos muito felizes”.

Jair Antunes, 33, auxiliar de serviços gerais, e Maria da Silva, 23, do lar, pagavam R$ 250 de aluguel e agora pagarão R$ 182 de parcela na casa própria. Moravam em uma casa precária, com goteiras e vazamentos. O casal já está com a mudança pronta. “Esperamos tanto tempo por este momento que não dá nem pra acreditar que realmente é verdade”.

Flor da Serra do Sul – Vilmar Venson, 37, auxiliar de serviços gerais, e Marinês Venson, 29, dona de casa, pagam R$ 250 para viver em uma casa de madeira. Essa foi a primeira vez que fizeram a inscrição e acompanharam o andamento de cada passo das obras. Vivem em uma casa cedida pela mãe de Marinês em um terreno dividido com outra moradia, mas há goteiras e constantemente aparecem ratos e baratas. “É um alívio saber que vamos pra um lugar melhor que é nosso onde vamos poder deixar tudo do nosso jeito”.

Iracema Pinheiro, 52, cuidadora, e Roque Pinheiro, 54, vigia, são casados há mais de 30 anos e essa será a primeira casa própria da família. Moram há mais de 10 anos em uma pequena casa de madeira cedida por um conhecido. “Morar de favor é muito complicado, porque a gente não sabe se amanhã vai ser despejado”. O casal planeja fazer um muro e montar um grande jardim na nova casa, além de expandir a moradia aos poucos.

Sudoeste – Na região Sudoeste, a Cohapar, em parceria com o governo federal e prefeituras, está atendendo 12 mil famílias com moradias urbanas, rurais e titulação de imóveis. Os investimentos são de R$ 390 milhões.

Fotos: Olga Leiria / Cohapar