A grande maioria das famílias que ocupavam a área em que será construída a trincheira sob a PR-483, ligando o bairro São Miguel à Santa Bárbara, já fez a mudança para outras casas. No local, restam apenas três famílias, entulhos e esqueletos de moradias. Os últimos residentes deixarão o local na segunda-feira, como o senhor Nelson Gonçalves, de 60 anos. “Ainda tá meio assim pra fechar o negócio e alugar uma casa na Cango, mas até segunda a gente tem a resposta”, explica.  

Já a dona Nadir Nunes se mudou há cinco dias e voltou apenas para buscar algumas partes da antiga residência. “Já mudei tudo lá pra outra casinha no São Miguel, agora é só esperar até as nossas ficarem prontas”, diz.  As “nossas casas” a que dona Nadir se refere são as residências que serão edificadas no Santa Bárbara para abrigar as 48 famílias afetadas pela construção da trincheira.  

A área da obra era ocupada de forma irregular e por um ano os moradores receberão o chamado aluguel social, no valor de R$ 480 mensais, até que o conjunto habitacional esteja pronto. A primeira parcela já foi depositada, segundo a secretária de Assistência Social, Ana Lucia Manfrói: “desde o início do ano cadastramos as famílias, encontramos uma solução para a saída pacífica delas e agora estamos colocando em prática o aluguel social até que as suas residências definitivas e próprias sejam construídas”.

 

Tão logo todas as famílias sejam retiradas, a Prefeitura iniciará o processo de cessão do local ao DER (Departamento de Estradas e Rodagem) para que seja iniciada a construção da trincheira. A obra, que será custeada pelo Governo do Estado e já está licitada, terá uma espécie de túnel sob a PR-483, além da construção de vias de acesso nos quatro sentidos de ligação entre a rodovia, o São Miguel e Santa Bárbara.