Acusado de matar o casal Aldrei Baumer de Souza e Mayara Schuster da Cruz em março de 2013, Adriel Ferreira de Oliveira foi condenado nesta quarta-feira, 10, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Palmas, sul do Paraná a 39 anos de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio triplamente qualificado.

Réu confesso Adriel matou seu meio irmão e a esposa a golpes de faca e madeira enquanto dormiam, movido por ódio e inveja da situação sentimental e financeira do mesmo.  Após o júri, Adriel foi encaminhado pelos agentes do Departamento Penitenciário Nacional – DEPEN, com escolta da Polícia Militar até a Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão – PFB, onde aguardou julgamento desde abril de 2013.

Foto: Alencar Pereira
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Foto: Alencar Pereira

O réu teve a defesa procedida pelas advogadas Anderson Barreto e Cristian Reis que informaram ao final dos trabalhos em entrevista ao RBJ que o Juízo por ocasião da lavratura da sentença deixou de considerar a atenuante da confissão prevista no artigo 65 inciso iii alínea D do código penal.

Diante da situação a defesa irá promover um recurso de apelação ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), visto que houve a confissão espontânea do acusado e em razão disso a pena deve ser reduzida no mínimo cinco anos.

Atuou como Promotor de Justiça durante a sessão de julgamento Alexsandro Luiz dos Santos, que se disse surpreso com a atitude do réu que confessou de forma minuciosa a sua ação na noite dos fatos.  O Promotor destacou que os trabalhos durante a sessão de julgamento foram tranquilos, visto que as provas que continham nos autos eram evidentes.

A sessão do Júri foi presidida pelo Juiz de Direito Henrique Kurscheidt que destacou a atuação da defesa e do Promotor de Justiça durante os trabalhos, acrescentando que a pena de 39 anos e 21 dias foi aplicada de acordo com a decisão dos jurados.

Familiares do réu e das vítimas, amigos e populares lotaram o plenário do Fórum Desembargador Cid Câmpelo desde as primeiras horas desta quarta-feira, 10. Um forte esquema de segurança foi montado para resguardar a integridade física do réu e dos participantes, com revista pessoal feita por equipes de policiais militares da 2°Cia na entrada do Fórum.

No plenário, familiares das vítimas usaram camisetas com a foto do casal e nela a escrita “o que Deus uniu nem a morte os separou”.  A sessão do Júri durou aproximadamente 12 horas.

 

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