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Rosemara e Catherine

Com apoio da população sudoestina e da prefeitura de Marmeleiro, a garotinha beltronense Catherine Beatriz Cordeiro Giordani, de 11 meses de idade fez um transplante de fígado em São Paulo, tendo como doador o pai Daniel Giordani. A mãe, Rosemara Cordeiro acompanhou todo o procedimento e fez questão de agradecer “ a Deus, às orações da população, ao pedaço de fígado que o pai conseguiu doar, superando as expectativas do médico, liberando antes do previsto, mas acima de tudo à prefeitura de Marmeleiro, através do prefeito Luiz Fernando Bandeira e ao Fabiano” disse ela.

Fabiano Roberto Ribas levou a família até Foz do Iguaçu para a família pegar o avião e ir até São Paulo para realizar o procedimento cirúrgico. “Os custos da viagem, bem como transporte, alimentação, hospedagem em SãoPaulo, enfim, tudo foi bancado com a ajuda da população, mas especialmente pela assistência social de Marmeleiro”, declarou Rosemara.

Durante a entrevista concedida à Rádio Onda Sul Fm, ao repórter Ademir Augusto, Rosemara lamentou a negligência do atendimento prestado pelo prefeito de Francisco Beltrão, Cantelmo Neto e da secretária de saúde, Rose Mari Guarda, já que a Catherine é beltronense “o prefeito alegou que não tinha conhecimento do caso, mas saiu na imprensa, por vocês, Jornal de Beltrão, outras rádios e até pela RPC” reforçou Rosemara.

Catherine completa um ano de vida no próximo domingo, 29 e faz acompanhamento médico periódico, mas o transplante foi bem sucedido.

Entenda o caso

Quando Catherine Beatriz Cordeiro Giordani tinha 14 dias de vida foi internada sob suspeita de ter contraído citomegalovírus (CMV), um vírus da mesma família que o causador da herpes e da catapora, e cujos sintomas incluem aumento do fígado e do baço. “Os exames de sangue deram todos alterados, mas os médicos pediram pra esperar completar uns três meses para conseguir detectar o problema”, relata a mãe.

Catherine foi diagnosticada com atresia das vias biliares (doença rara que acontece por processo inflamatório destrutivo dos canais que ligam fígado, vesícula biliar e duodeno). A única alternativa era um transplante de fígado que foi feito com êxito, superando as expectativas dos médicos.

Entrevista com Rosemara: