por Ivan Cezar Fochzato(com informações do SRTE/PR)

 

 

Auditores fiscais do Trabalho resgataram três trabalhadores de regime análogo à escravidão no município de Palmas, Paraná. A  ação ocorreu a partir   da fiscalização em  propriedades rurais, onde  foram   encontradas  várias irregularidades, dentre as quais,  o não fornecimento de equipamentos de segurança, precárias condições de alojamento e desrespeito às normas de saúde e segurança no trabalho.O superintendente Regional da Secretaria do Trabalho e Emprego do Paraná, Neivo Beraldin,  classificou  a situação como degradante e subumana.

 

Segundo o coordenador do grupo de auditores, Elias Martins, a frente de trabalho e o alojamento foram interditados. “O local utilizado como alojamento encontrava-se em precárias condições, sem camas adequadas, sem roupas de cama limpas e apropriadas em face do clima da região, assoalhos quebrados, paredes e janelas sem vedação, cheias de frestas e grande aberturas com o risco de entrada de animais, telhas quebradas e forro despencando”, explica.

 

As condições de higiene do alojamento e da cozinha também eram extremamente precárias. “A empregadora também não fornecia água potável nem pia, os mantimentos ficavam no chão,não havia banheiros ou chuveiros adequados. Os trabalhadores eram obrigados a fazer necessidades fisiológicas no mato e a tomar banho em local distante, utilizando caixa de água sem qualquer tratamento. A situação dos trabalhadores era análoga a de escravo”, pondera Elias Martins.

 

A empregadora, do ramo de comércio de lenhas, recebeu 14 autuações e pagou as verbas rescisórias e os direitos dos trabalhadores resgatados e poderá responder ação do Ministério Público do Trabalho por danos morais.