Por Larissa Mazaloti

 

Na manhã desta terça-feira (9) cerca de 120 trabalhadores do Hospital Regional do Sudoeste realizaram assembleia com a presença do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Paraná. Na pauta, reivindicações ligadas diretamente à classe trabalhadora e também, itens que refletem no atendimento à população.

 

Em entrevista à Rádio Onda Sul FM o representante do Sindicato, Lucas Rodrigues relacionou os principais problemas. De acordo com ele, há no hospital Regional um mamógrafo cuja garantia já está vencida e o equipamento nunca foi utilizado. “Sabemos de mulheres que ficam na fila para fazer mamografia pelo SUS enquanto aqui há um mamógrafo parado”, comenta.

 

Outro problema com equipamento é com um Raio -X móvel que pertence ao Estado e foi emprestado à Policlínica São Vicente de Paula, que é particular. No entanto já foi credenciada ao SUS, mas mesmo com a saída do hospital do Sistema Único de Saúde o Estado não pegou de volta o equipamento. “A direção nos garantiu que iria buscar o equipamento que está fazendo falta aqui, mas até agora não cumpriu”, conta Rodrigues.

 

O diretor da Policlínica Edson Maines entrou em contato com a equipe de jornalismo da Onda Sul FM e esclareceu que o equipamento nunca foi procurado. Maines esclarecerá sobre o assunto no Onda News de amanhã.

 

O sindicalista enfatiza ainda que há um processo de privatização do laboratório do Hospital Regional. “O pregão foi aberto para licitar serviços, e o edital foi publicado no Jornal de Beltrão”, argumenta. Para Rodrigues não há justificativa para terceirizar o laboratório. “Temos servidores concursados e todas as condições de funcionamento”, garante. Ele relata que o laboratório vencedor da licitação é de Francisco Beltrão, porém, desistiu e uma outra empresa está preste a assumir. “Isso não passou pelo Conselho Estadual de Saúde e os funcionários não foram avisados sobre isso. Estão inseguros”, lamenta.

 

Segundo informações de Rodrigues há insatisfação nos setores de limpeza. Para os trabalhadores da cozinha e da lavanderia não há botas suficientes e o material não atende as necessidades. “Já aconteceu de funcionário cair na cozinha por causa do piso liso e a ineficiência das botas”, conta.

 

Ele relata que os funcionários trabalham sem uniforme e crachá e que há tratamento diferenciado. No Raio-X, conforme Rodrigues, estão trabalhando sem equipamento que mede quantidade de raio emitido e não há coletes de chumbo em quantidade adequado para as cirurgias.

 

Um grupo de enfermeiros que esperam ser chamados para assumir a função calculou com base em documentos do Conselho Federal de Enfermagem, e de acordo com a complexidade do Hospital Regional, seriam necessário mais de 90 profissionais e apenas 36 atuam no estabelecimento. “A noite enfermeiros chegam a ser responsáveis por 3 setores cada um”, relata Rodrigues que informa a falta de técnicos de enfermagem.

 

Outro problema é na central de material onde é feita a higienização. Este setor é barulhento e os servidores trabalham sem protetor auricular. “Há meses falaram que iriam resolver a maioria dos problemas e até agora nada. Está insustentável”, destaca.

 

Ainda pela manhã houve uma reunião entre sindicalista e direção do Hospital Regional do Sudoeste para negociação. Maiores informações ainda hoje.

 

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