por Ivan Cezar Fochzato

 

O Tribunal de Justiça do Paraná negou ontem(25) recurso ao ainda vereador de Palmas, Paraná, Vanderlei Roberto Silva, em que solicitava redução de pena imposta pela  condenação pelo  crime de estupro de vulnerável. A Justiça condenou o vereador de Palmas, Vanderlei Roberto Silva, a oito anos, cinco meses e sete dias de prisão em regime fechado. A violência ocorreu em outubro de 2008, com a participação de uma conhecida da menina, Iotânia Ferraz de Campos que também foi condenada, à mesma pena.

No recurso Vanderlei Roberto Silva e Iotânia Ferraz de Campos solicitavam a redução da pena,  possibilitando . com isso,  pedido de  progressão  para semi aberto. Com a decisão fica mantida a sentença anterior, entretanto, cabendo recurso, em última instância junto ao STF (Supremo Tribunal Federal).

 

Vanderlei R. Silva e Iotânia Ferraz de Campos.já estavam detidom na carceragem temporária da cadeia pública de Palmas, por determinação judicial, enquanto aguardava julgamento.O primeiro mandado de prisão preventiva contra Vanderlei Roberto Silva, ocorreu ainda em 2009, quando, em 22 de junho, a Promotoria de Justiça de Palmas, o denunciou criminalmente pelo estupro de uma menor,14. Tendo obtido um recurso judicial e ficou detido por apenas cinco dias. No final de maio de 2010, porém, os desembargadores da 5ª Câmara do Tribunal de Justiça do Paraná reconheceram, à unanimidade, a necessidade da prisão, restabelecendo, assim, os efeitos da preventiva. Desde então, Vanderlei Roberto Silva, está detido na carceragem provisória da Delegacia de Polícia de Palmas.

 
O CRIME

Conforme o Ministério Público na denúncia oferecida ao Poder Judiciário, em outubro de 2008, os denunciados, “dolosamente, conscientes da ilicitude de suas condutas, previamente conluiados entre si”, aproveitando-se da confiança que a jovem depositava na mulher, levaram-na a um motel, com a desculpa de que lá ela conseguiria um emprego. Chegando no local, a menina foi empurrada para dentro de um quarto e trancada na companhia de “Cabrito”. “Tânia” ficou no carro, com o som ligado em alto volume, ignorando os apelos da adolescente por socorro. Segundo o MP-PR, além da violência sexual, o vereador teria ameaçado a vítima, dizendo que se ela procurasse alguém para contar o ocorrido “faria da sua vida um inferno, inclusive prejudicando sua família”. Depois do crime, “Tânia” seguiu ameaçando a menina. Os pais da adolescente descobriram e procuraram as autoridades.