Pelo menos nove pessoas naturais de municípios como Santo Antônio do Sudoeste, Pérola D’Oeste, Pato Branco, Francisco Beltrão, Sudoeste do Paraná, e Dionísio Cerqueira, no Oeste de Santa Catarina, foram denunciadas através da Operação Pecúlio, por suposto envolvimento em esquema de corrução na Prefeitura e na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, no Oeste paranaense. Confira a denúncia na íntegra – Parte 1 / Parte 2

A denúncia foi apresentada na noite de segunda-feira (30) pelo Ministério Público Federal (MPF). Ao todo, 98 pessoas foram denunciadas, entre elas o ex-prefeito de Foz, Reni Pereira (PSB) – apontado como o líder de uma organização criminosa que agia na administração local -, ex-secretários municipais, vereadores e empresários. Aos acusados, foram imputados crimes como corrupção passiva e ativa, oferecimento de vantagem indevida, irregularidades em licitações e usurpar o exercício de função pública.

Conforme as investigações, os acusados participavam de uma organização criminosa, com pagamento de “mensalinho” aos parlamentares em troca de apoio político ao ex-prefeito. Há indícios de negociações para a não instalação ou arquivamento de comissões parlamentares de inquérito e aprovação ou rejeição de projetos. Além de receber propina, os parlamentares ainda indicavam nomes de parentes para ocuparem cargos no Executivo e em empresas terceirizadas. Há ainda a suspeita de que os agentes públicos recebiam propina para privilegiar o pagamento de empresas com contratos com a administração municipal.

A Polícia Federal e o MPF apuram quanto pode ter sido desviado dos cofres públicos. Inicialmente, o prejuízo apurado pela Controladoria-Geral da União (CGU) se aproximava de R$ 5 milhões. Alguns dos acusados já são réus em outra ação penal também relacionada às irregularidades na Prefeitura de Foz do Iguaçu. Dos 15 vereadores da cidade, 12 foram presos – seis deles reeleitos – no dia 15 de dezembro de 2016, um dia após a diplomação. As prisões fizeram parte da 5ª fase da Operação Pecúlio. Destes, dez permanecem na cadeia. Entre eles, cinco reeleitos, que tomaram posse por determinação judicial. O ex-prefeito Reni Pereira foi preso na 4ª etapa. Mais tarde passou a cumprir prisão domiciliar e atualmente reponde em liberdade, graças a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).