Pelo menos quatro pessoas naturais da região sudoeste do Paraná são procuradas pela Interpol (International Criminal Police Organization ou Organização Internacional de Polícia Criminal), organização que atua na cooperação entre forças polícias de diferentes países. Na lista de procurados é possível encontrar nomes como o do deputado federal Paulo Maluf.

Sebastião Celso Cezar
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Sebastião Celso Cezar

Entre os sudoestinos procurados pela polícia internacional estão Sebastião Celso Cezar, atualmente com 41 anos, natural de Planalto, acusado por assassinato;Lurdes Soares Chimites, 53 anos, natural de Francisco Beltrão, acusada por tráfico de drogas; Gilmar Pompeo Cardenal, 45 anos, natural de Santo Antonio do Sudoeste, também acusado por tráfico.

Gilmar Pompeo Cardenal
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Gilmar Pompeo Cardenal

O caso mais curioso e que mais chama atenção é o do tenente-coronel das Forças Armadas da Argentina, Antonio Arrechea Andrade, 85 anos. Andrade é natural de Santo Antonio do Sudoeste, naturalizou-se argentino e serviu ao Exército durante o regime militar do país, sendo um dos repressores condenados pela justiça argentina por genocídio, crimes de guerra, crimes contra a vida e saúde e crimes contra a humanidade.

Tenente-coronel Antonio Arrechea Andrade
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Tenente-coronel Antonio Arrechea Andrade

Em 2014, o militar foi fotografado na varanda da casa em que viveria com a família em Santo Antônio do Sudoeste. A Procuradoria-Geral da República requereu ao governo argentino provas para abrir processo contra Andrade. A decisão foi tomada após o Supremo Tribunal Federal negar a extradição solicitada pela Justiça da Argentina. O relator, ministro Gilmar Mendes, justificou a decisão, baseado no fato de que, mesmo tendo nacionalidade argentina, Arrechea nasceu no Brasil.

Segundo informações, o militar viveria no Brasil desde a década de 1980. Em agosto do ano passado, em depoimento ao programa argentino de caça a criminosos, um denunciante anônimo entregou fotos e informações sobre o paradeiro de Arrechea em Santo Antônio do Sudoeste. Na época, a equipe do jornal O Estado de São Paulo, entrou em contato com o telefone cadastrado no endereço fornecido pelo informante, no entanto, a pessoa que atendeu o telefonema disse que Andrade não morava mais local, mas afirmou tê-lo visto pela vizinhança há pouco tempo.