por Alencar Pereira

 

A implantação do Suasa (Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária)  na região sudoeste deve  gerar ainda muita discussão. Para o médico veterinário Diego Hamilko da SEAB (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento) núcleo de Pato Branco,  o programa é viável desde que o produtor tenha condições de arcar com os altos custos, sendo assim o pequeno produtor para conseguir vender seus produtos em outro município, em nível no estado e no país,  terá que desembolsar um bom dinheiro  ou  ficar na depenência de empresas de grande porte.

 

Segundo Hamilko, no Paraná hoje são somente quatro indústrias que tem a liberação de comercializar os seus produtos a nível federal. O Suasa foi regulamentado em 2006, é um sistema unificado e coordenado pela União, com participação dos municípios, estados, através de adesão.

 

Segundo o presidente da AMSOP, prefeito Clovis Matheus Cucolotto, os produtos inspecionados por qualquer instância do sistema Suasa podem ser comercializados em todo o território nacional. Esse novo sistema de inspeção sanitária permite a legalização e implementação de novas agroindústrias, o que facilita a comercialização dos produtos industrializados localmente no mercado formal em todo o território brasileiro. Com isso, melhor do que o sistema de inspeção anterior, o Suasa impulsiona a geração de postos de trabalhos e de renda entre as famílias envolvidas no processo produtivo.

 

Mas as opiniões se divergem, o secretario de Agricultura e Meio ambiente de Palmas Rodrigo Keppen em entrevista a rádio Clube AM, salientou que o Suasa beneficia somente o produtor de grande porte já o pequeno não tem a mesma sorte. Para ele um pequeno produtor de queijo, salame ou ate mesmo um pequeno abatedor a opção melhor é o (SIM) Sistema de Inspeção Municipal.

 

O secretario disse ao longo de sua entrevista, que um proprietário de um abatedor de bovinos do município Palmas Paraná, fez um levantamento de custos para implantar o sistema na sua empresa. Segundo ele o custo ao final pode chegar á um milhão de reais. Keppen frisou bem que o investimento neste sistema depende da vontade de cada empresário, e que o município não é omisso em ajudar.  Confira em áudio.