A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou ontem (23) habeas corpus ao ex-prefeito de Realeza Eduardo Gaievski, que também foi assessor da Casa Civil do governo federal. O político é acusado de favorecimento a prostituição e de cometer vários estupros onde foram vítimas adolescentes menores de 15 anos.

Os crimes ocorreram entre os anos de 2005 e 2012 e foram denunciados pelo Ministério Público, a partir de escutas telefônicas. Ao todo são 17 processos, mas um já foi julgado e ele recebeu uma condena de 18 anos. Com o pedido de habeas corpus, a defesa dele tinha intenção que ele respondesse aos crimes em liberdade.

O advogado Samir Mattar Assad, que íntegra a equipe de defesa, afirma que o ex-prefeito ainda poderá responder em liberdade, mas não em um futuro tão próximo. O pedido, segundo a defesa, se baseou no fato de Gaievski ser réu primário e uma outra ré do processo, que é funcionária do motel que ele denunciou, pode responder em liberdade. “Por questão de isonomia, o pedido de habeas corpus deveria ter sido concedido”, afirma o advogado. Eduardo Gaievski está preso desde agosto de 2013.