Em 03 de janeiro de 1961, o presidente norte-americano Dwight Eisenhower declarou o rompimento das relações diplomáticas com Cuba. A exigência do líder cubano, Fidel Castro, de que os Estados Unidos reduzissem o número de funcionários diplomáticos ao nível dos cubanos em serviço na capital estadunidense foi considerado como mais uma afronta ao país e se tornou o estopim para o corte entre as relações. Ao receber a notícia, Fidel declarou estado de alerta para a população.

Apesar do fim das relações entre ambos, a base naval de Guantánamo permaneceu sob posse dos Estados Unidos. Em nota, na época, a Casa Branca esclareceu que a base não deixaria de ser utilizada, pois havia sido cedida em um tratado anterior. No dia seguinte, três soldados que faziam a segurança da embaixada, arriaram a bandeira americana.

Era 4 de janeiro de 1961, o sargento Jim Tracy e os cabos Larry Morris e Mike East foram designados para a tarefa de retirar a bandeira que ondeava na embaixada americana em Havana, pois a sede diplomática de Washington na ilha tinha suas horas contadas.

Do lado de fora, uma multidão de cubanos, esperançosos de conseguir visto para abandonar o país em meio à revolução, observou os militares baixar a bandeira e dobrá-la cerimoniosamente.

“Foi um momento emotivo”, disse East, cinco décadas depois, em um vídeo difundido pelo site do departamento de Estado.

Nesta sexta, 14 de agosto, os três ex-marines estarão junto a John Kerry, secretário de Estado, para hastear novamente a mesma bandeira e reabrir a embaixada, anunciou a Casa Branca.

Para os idosos soldados, a cerimônia desta sexta significará o conserto de um erro. “A bandeira americana volta para onde deveria estar”, indicou Morris.