O Brasil vive uma crise de final de ciclo, com juros e inflação em altos, desemprego crescente, associado a um clima de incertezas no ordenamento político do país. A análise é do Pós-doutor em Economia, Edmundo Pozes, em entrevista ao RBJ, que, dentre seus estudos, avalia como “normal” a situação que o país enfrenta. Para ele, mesmo que num primeiro momento não se veja uma saída, o Brasil sairá da crise naturalmente. Sobre as tentativas de desestabilização da presidente, em que muitas vozes pedem o Impeachment, aponta que  o processo pode “gerar uma desagregação geral na economia e na política”, porém, acredita que a presidente  “não vai entregar os pontos, não vai renunciar. Mas até o final do mandato haverá muita dificuldade”.

"As pessoas devem comprar apenas o necessário", orienta Pozes, sobre o atual cenário econômico
  • Compartilhe no Facebook

“As pessoas devem comprar apenas o necessário”, orienta Pozes, sobre o atual cenário econômico

Sobre o atual quadro político, entre denúncias de corrupção, embates entre Legislativo e Executivo e manifestações pedindo até a volta de uma ditadura militar, Pozes relata sua experiência enquanto estudante na década de 70, período sangrento dos anos de chumbo. “Vivemos uma democracia. O mundo não tem mais espaço para ditaduras”.

Salientou que o momento é de controle nas contas familiares e busca por profissionalização. Destacou a necessidade de fortificar os valores de instituições fundamentais para a sociedade: família, escola, religião,  para reequilibrar a base da sociedade, mergulhada em práticas de corrupção e desordenamento social.

Em âmbito local, demonstra otimismo ao analisar a economia de Palmas, sul do Paraná, que pela sua característica exportadora, pelo atual cenário externo e pela escassez de madeira nos países ricos, pode se aproveitar muito bem do atual momento, ao contrário de outras regiões, que sofrem com demissões em massa nas indústrias. No entanto, enfatiza que é importante Palmas “pensar em crescer de outras maneiras”.

O ano de 2015 é um ano de efervescência no Brasil, com manifestações, partidos da oposição tomando a frente desses movimentos, colocando em xeque a legitimidade da eleição da presidente Dilma, como é o senhor tem avaliado todos esses últimos acontecimentos?

Eu costumo dizer que uma parte da imprensa gosta de falar somente das coisas negativas, mas isso é normal, olhando para trás, outros governos já passaram por crises enormes e agora vivemos outra crise, uma crise política e econômica. Chegamos num ponto em que a China está comprando cada vez menos e os dados mostram que 18% das exportações do Brasil vão para a China, um grande país, agora nosso companheiro.  O mundo sofreu uma pequena recessão depois de 2008, o Brasil não tem como aumentar as suas exportações, está limitado. Consequentemente, a taxa de desemprego sobe, a economia está num ponto de saturação, porque as pessoas andaram fazendo compras, estimuladas pelo Governo, que usou suas benesses pra poder gerar um aquecimento na economia e deu demais. Agora as pessoas têm que pagar as sua dívidas e não têm mais dinheiro para isso, o que gera um descontentamento muito grande, “eu vou ter que pagar minhas contas e não posso comprar nada”. Em viagens durante o período de férias, eu vi as ruas desertas, as lojas, os shoppings desertos, as rodovias com pouca circulação de veículos, ônibus vazios.

Então, deu uma desaquecida forte na economia e a inflação oficial a 9,3% mas ela deve estar muito mais do que isso, a gente tem medido aqui em Palmas e tem verificado isso. Inflação e dólar altos, gerou um desequilíbrio econômico e, consequentemente, alguns estão atrás também do desequilíbrio político, porque o político tem a força de comandar a economia, ele é que diz para onde vão os recursos da nação, então isso é um poder tremendo. O Brasil está passando por uma fase muito ruim, não sou do PT (Partido dos Trabalhadores), mas acho uma injustiça estar passando por esse momento de aperto. Não é essa a solução. Tirar a presidente por impeachment vai gerar uma desagregação geral na economia e na política. Tem que esperar acabar o mandato. O Renan Calheiros (PMDB) está fazendo alguns acordos com o Governo, enquanto que boa parte dos deputados não querem isso, não querem acerto com o Governo, tem uma briga pessoal, gerada pelas denúncias de corrupção na Petrobrás.

Na minha inocência, eu pensei que na época do Collor, a corrupção iria parar no Brasil, mas eu vi que ficou muito pior. Sempre haverá esse interesse das pessoas quererem o poder, isso é normal. As pessoas se transformam quando chegam ao poder, é impressionante. Eu vejo isso, eu trabalhei no Sebrae na década de 90, andei nos ministérios e percebi isso, as pessoas ficam transloucadas quando estão no poder.

O senhor cita a questão das exportações, e Palmas é um município que se destaca como maior exportador do sudoeste, com uma balança comercial de US$ 151 milhões no último ano, esse cenário de dólar em alta e essa característica do município, favorecem o desenvolvimento da economia local?

Eu acho que Palmas pode ir muito mais longe e nesse momento em que a alta taxa do dólar e o real desvalorizado, propicia para nós, que somos exportadores um canal muito maior, podendo exportar muito mais. No setor madeireiro, por exemplo, eu morei na Espanha e lá não tem mais madeira, então eles querem que a gente guarde o nosso, pois os europeus e americanos acabaram com a madeira deles. Então, a madeira é um bom caminho. Por isso que Palmas não está sofrendo tanto como a região do Vale do Itajaí, por exemplo, a costa leste de Santa Catarina, que está em pseudo-recessão, porque o desemprego está crescendo. É uma região da indústria têxtil, não é exportadora como a nossa.

Ou seja, esse cenário para Palmas, é muito bom, mas temos que pensar em crescer de outras maneiras. Temos que treinar, qualificar as pessoas. Acho que o Instituto Federal do Paraná segue o caminho que o Unics (Centro Universitário Católico do Sudoeste do Paraná) fez por 44 anos, que é formar pessoas. Eu vou começar a lecionar uma disciplina agora, direção de empresas, para o 8º período de Administração, para mostra-los como juntar informações e gerenciar, dirigir, empreender. É isso que falta para Palmas, pessoas que empreendam. Temos todo o potencial, só falta um pouco de capital e interesse das pessoas em empreender, mas eu acredito muito em Palmas.

O senhor fala em educação, e o filósofo Paulo Ghiraldelli Junior, numa entrevista no ano de 2012, comentou que “O Brasil de hoje é um Brasil onde uma boa parte das pessoas descobriu que pode ser gente sem estudo”. Com vários artigos publicados na área de educação, como o senhor vê o atual cenário da educação brasileira e o modo como a população encara a educação?

Educação é fundamental. Eu não acredito que o conjunto da sociedade possa ter benefícios por isso, uma ou outra pessoa tem uma habilidade monstruosa e pessoalmente sair-se bem. Mas, a sociedade como um todo, é muito perigoso você lançar uma premissa dessa, porque a população precisa de informação e educação. Se você pensar friamente, o que é um curso superior?  É nada mais do que um aluno sentar lá, receber as informações de pessoas que já passaram por isso e sempre atrás de novidades e ela aprender, além de receber as informações, trabalhar com esses dados para fazer as coisas crescerem.

Eu acho ainda que nós estamos numa sociedade de papel, as pessoas te chamam nas empresas e se você não tiver um papel, um diploma, atestando que você concluiu o ensino médio, técnico ou superior, você não vai ter acesso a ser selecionado para alguma coisa. Não que a pessoa vá ser melhor ou pior, mas ela vai ter um cabedal de conhecimentos para saber onde estão as informações.

Eu percebi que os pais perderam muito poder. Então, o problema está em casa, o pai perdeu poder, a escola está com as mãos amarradas também, a Polícia também não tem como exercer o seu dever, então eu vejo que a educação é a maneira de administrar isso. A religião também é importante, chamando as pessoas, fazendo-as refletir. Então, as famílias dão as crianças para a escola, mas os pais deveriam participar mais. Uma semana tem 168 horas e a criança fica na escola só 20 horas. Os pais têm que colaborar mais. Sem educação, não há progresso para ninguém. Os países que estão num maior avanço, têm um ritmo de educação muito acima dos outros.

O senhor atua em sala de aula, já foi avaliador do MEC (Ministério da Educação), trabalhou na fundação, direção e gestão de instituições de ensino superior. Com toda essa experiência, o que se pode dizer da educação brasileira hoje? E qual caminho a ser seguido para que desde a educação básica até o nível superior possamos formar bons cidadãos e bons profissionais?

Eu vou confessar uma coisa. No passado, nós eramos muito enganados nas escolas. Poucos professores tinham uma formação técnica para o ensino. Eu fui ver pela primeira vez aos 15 anos de idade, então nós não tínhamos acesso à informação como os jovens têm hoje, através da internet, jornais eletrônicos. A mídia está nas mãos das pessoas. Eu acho que atualmente, os jovens têm muito mais condições de serem educados de maneira melhor, do que a minha geração.

Houve uma evolução. O ser humano está muito mais evoluído, ele cobra muito mais do governo, então, temos mais condições. O que não tem é dinheiro para isso tudo. A escola pública, eu repito: não sou do PT, mas foi depois que o PT entrou no Governo, os menos favorecidos tiveram muito mais acesso à educação do qualquer outro governo. Eu acho muito bacana isso.

Quando eu fiz o meu vestibular na década de 70, eram 40 vagas para engenharia em todo o Estado de Santa Catarina. Hoje, devemos ter 1 mil por semestre. Então, a chance das pessoas estudarem, de todos estudarem é boa. As gerações de hoje têm muito mais condições de terem um  ensino melhor, visão crítica melhor, serem cidadãos melhores, porque conhecem muito mais. Falta uma aplicação correta do dinheiro. Na minha opinião, isso que aconteceu na Petrobrás e acontece em outros órgãos, que acabaram desviando dinheiro público para pagar deputados e senadores, todo mundo está sendo corrupto nessa história e deveriam ser presos. E esse dinheiro poderia estar sendo aplicado na educação, o básico é educação e saúde, mas tem que ser investido, as pessoas têm que ficar melhor, o mundo está cada vez mais dinâmico, a gente tem que aprender a pensar agora, porque as pessoas não estão pensando.

O senhor fala que estamos muito mais informados, pensamos de forma mais crítica, mas porque continuamos votando errado? Temos exemplos muito claros, Collor, Renan Calheiros, políticos e mais políticos envolvidos nesse “lamaçal” do Petrolão. Porque ainda elegemos os corruptos?

Eu sempre falo que nós, seres humanos, somos animais ainda, porque por mais que a gente tente fazer as coisas da melhor forma, têm algumas coisas dentro da gente que estão acima da lógica. Eu vejo que pessoas, ao assumirem o poder se transformam, a ganância é muito grande. Muitos candidatos, por exemplo, que vão ganhar R$ 20 mil por mês e gasta R$ 1 milhão na campanha, nunca vai recuperar esse dinheiro. As pessoas não vão lá para serem bonzinhos, para ajudarem aos outros, infelizmente é isso. Sempre tem alguma coisa em troca. E as pessoas trocam isso aí para receber algum benefício.

Eu lamento essa situação, mas não é possível que aceitemos isso. As pessoas mais conscientes não aceitariam receber, como houve até mesmo aqui na nossa cidade, denúncias que foram parar na Justiça, que alguns candidatos estavam comprando voto e o pior, é que tem pessoas que vendem o seu voto. Essas falhas de caráter, acabam atrapalhando tudo. É importante que todos nós, tenhamos consciência e denunciemos essas pessoas que compram e as que vendem os votos, porque isso só vai trazer benefício para um, mas para a maioria vai trazer uma malefício muito grande.

Voltando a falar sobre economia, estamos nos encaminhando para a parte final do ano e o comércio começa a projetar suas vendas nas datas festivas, com a esperança de que a economia se aqueça. Na sua opinião, o final de ano pode representar o inicio da virada na economia?

A cada 13 anos, há uma mudança no cenário econômico, a chamada crise cíclica. Então tá aqui, a imprensa fala e a gente acredita nisso. Eu estudo isso há 42 anos, então eu vejo que é uma coisa normal. Nós estamos passando por uma fase de recessão nesse ciclo. Eu não vejo por onde eu possa entender que o final de ano vai melhorar. 2015 não vai melhorar.

Na minha opinião, somente no 2º semestre do ano que vem, inicia a retomada. Com esse dólar altíssimo, a taxa SELIC em 14,25%, juros altíssimos, os empresários não irão emprestar dinheiro para investir. Se você olhar os Estados Unidos, a taxa SELIC deles é de 0,25% e estão achando muito alta. A Europa, 0,1%. Nosso juro é alto, inflação altíssima, e nós, sem condições para começar a melhorar. Esse é o problema, não há condições, nem políticas e nem econômicas. Eu não vejo um cenário favorável.

Agora, as pessoas deveriam comprar apenas o necessário, porque não dá pra investir, não tem capital. Infelizmente, temos que dar uma parada, continuar trabalhando, se aprimorar cada vez mais, se preparar para as novidades do mercado, mas é uma hora de repensar os gastos, porque, como eu falei, o Governo incentivou as pessoas, as empresas, a comprar e chegou a hora de pagar a conta. Então, temos que dar um recuada.

Professor, o senhor é catarinense, e acompanhando uma entrevista de um ex-vice-governador do seu Estado, o senhor Victor Fontana, engenheiro, empresário e com uma grande experiência de vida, ele, da mesma forma que o senhor já destacou, disse que o Brasil já passou por várias crises, porém, a crise atual se diferencia, porque não se vê uma saída. O senhor compartilha dessa mesma opinião?

A saída vai ser natural, porque se você analisar esse ciclo que eu falei, ele tem duas áreas diferentes. Então nós iremos sair dessa crise, naturalmente. Os preços vão diminuir agora, com esses juros altíssimos e uma diminuição do consumo, aumenta o desemprego e o que acontece? O juro diminui, porque não tem mais inflação, o que não compromete mais o Governo e começam a aplicar dinheiro no mercado de novo.

Quando o Governo aplica dinheiro no mercado, as empresas recebem dinheiro, vão aplicar, vão investir, vão aumentar salário, vão gerar emprego, produzir e exportar mais. A gente também depende do cenário externo. Se ele se comportar como está agora, saindo da recessão para o crescimento, teremos uma esperança. Mas não tem fórmula. A economia é uma coisa louca. Eu tenho uma coleção em casa, chamada Os Economistas, tem 62 livros, e todo final de ano, eu leio todos os 62 livros, não só para não esquecer as coisas, mas, como é importante você voltar a entender algumas coisas que às vezes passam desapercebidas. A economia é muito complexa porque mexe com pessoas e não tem uma fórmula. As pessoas apontam que não tem saída, tem sim, sempre tem saída. A gente vê a Grécia, sofrendo porque gastaram muito, mas mesmo assim vão sobreviver, vão perdoar dívidas e assim vão continuar.

No Brasil, hoje, quase 60% da população está endividada, que não tem crédito para fazer novas compras. Isso dá prejuízo. As montadoras estão vendo carros a 60 parcelas, sem juros, porque tá todo mundo parado. Isso gera desemprego na cadeira produtiva de todos os aspectos. Mas saída tem, não há desesperança. Quem não conhece a história, pode ficar assustado, mas sempre tem saída. Até a Alemanha, que tinha 1.000.000% de inflação por dia, hoje é um país magnífico. Eu sei que não somos eles, mas o povo brasileiro é um povo trabalhador e eu vejo que passando um pouquinho de depressão, o ciclo irá se completar.

O senhor cita que o Brasil já não tem mais dinheiro para fazer tanta coisa, e nós vemos o Governo lançando programas de concessões na área de infraestrutura e energia. É uma tendência esse tipo de serviço ser entregue à iniciativa privada?

É, o Governo não tem condições de tocar isso sozinho. A parte logística é um absurdo. O Brasil é um país muito grande e o único jeito é fazer aquela Parceria Público Privada, inclusive, várias rodovias da região serão pedagiadas. Por um ponto é ruim, porque temos que pagar pedágio e temos o IPVA para isso e acabam desviando para outra coisa, provavelmente. Mas o Governo não tem condições de fazer todas essas obras de infraestrutura e infelizmente, é preciso pegar na mão da iniciativa privada e fazer com que ela participe também desse trabalho.

A única saída agora na parte de commodities, petróleo, minério de ferro, mas principalmente, a agricultura, ela é enorme, fabulosa no Brasil. Só que o escoamento dessas produções é bloqueado porque não temos vias terrestres, nem aerovias, nem fluviais para desencalhar essa parte. Até na educação eu acho, pessoalmente, que todo mundo deveria ter acesso à universidade. Tendo o ensino médio, deveria ter acesso direto.

Não tem universidade, mas o Governo, através do FIES, está oferecendo financiamento para que as pessoas que não podem entrar no ensino público. O Brasil é um país jovem, não tem estrutura ainda. Passamos 380 anos como uma província de Portugal, sem poder fazer nada. Então é um país jovem, que passou por muitos desmandos, agora que nós estamos aprendendo no termo político. Saímos de uma ditadura forte, viemos de governos corruptos e agora a imprensa tá pegando no pé, tá denunciando e tem que mostrar tudo isso. Realmente, precisamos melhorar a infraestrutura, porque sem isso, não haverá mudança.

O senhor citou que há pouco tempo o Brasil saiu de uma ditadura muito forte e nas redes sociais e manifestações muitos defendem e batem firme de que na época dos militares, estradas rasgaram o país, grandes obras foram realizadas, universidades se espalharam pelo país. Como é que o senhor vê esse posicionamento, uma intervenção militar seria o ideal para o país?

Seria uma loucura você aceitar uma coisa dessas. Nós estamos vivendo uma democracia e o mundo não tem mais espaço para isso. Como já citei, eu vi pessoas, até mesmo amigos meus, ao assumirem um posto simples se transformarem em outras pessoas. Eu vivi a ditadura, eu era aluno do Machenzie em São Paulo e passei por isso. Vi a Polícia, o Exército batendo nos alunos, pessoas sumindo. Então isso não trará nenhum benefício. E depois, eram os americanos que autorizavam a fazer esse tipo de processo de entusiasmar a ditadura e hoje os Estados Unidos proíbem isso.

E essas obras gigantescas, Transamazônica, por exemplo, nunca foi acabada, e outras indústrias que foram compradas pelo Governo e ficaram ao léu. Então, não houve crescimento durante a ditadura. A inflação era tão altíssima, que tiveram que devolver o comando do país aos civis. E outra, a corrupção também existia dentro do Exército. Além de muitas pessoas serem mortas, desaparecerem. Os excessos, nunca são bons.

Professor, nós temos uma enquete no RBJ.com.br, que pergunta o seguite: “Qual a sua opinião sobre o futuro do Governo Dilma?” Dentre as opções estão: A presidente será afastada; A presidente renunciará; Concluirá o mandato, sem melhorias; Conseguirá reequilibrar a economia; Realizará as reformas para contenção de gastos; Irá recompor a base aliada para combater a crise política. Qual a sua opinião?

Pessoalmente falando, ela vai terminar o mandato, sem melhorias. Ela vai lutar por isso, a força política contrária é muito grande, ela não tem mais apoio entre os deputados, tem poucos senadores, não há uma base. A eleição foi quase meio a meio, ela não tem condições políticas e os cenários externo e interno não são favoráveis.

Ela é uma lutadora, ela não vai entregar os pontos, não vai renunciar. Mas até o final do mandato haverá muita dificuldade e se melhorar é porque melhorou o cenário externo e a gente vai crescer junto, senão, ficaremos nessa luta até o final.