Por Larissa Mazaloti

 

Do Portal Bem Paraná

 

Os professores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) vão paralisar as atividades na próxima terça-feira (07). A ação é uma resposta contra o projeto de lei 483/2010 que prevê o aumento da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores estaduais, inclusive dos docentes universitários, e a possibilidade de cobrança dos servidores aposentados. De acordo com o projeto de lei 483/2010 a contribuição mínima dos servidores estaduais passaria de 10% para 11% sobre os seus vencimentos. O projeto ainda autoriza a cobrança dos servidores aposentados e dos pensionistas.

 

De acordo com o presidente do Sindicato Docente da Unioeste (Adunioeste), Luiz Fernando Reis, na terça-feira será realizada uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa para discutir o projeto de lei 483/2010. A Diretoria da Adunioeste avalia que reuniões com os parlamentares e o governo estadual são inúteis se o conjunto dos servidores estaduais não demonstrarem coesão e força social a partir de paralisações e mobilizações construídas em seus locais de trabalhos. “A história já nos ensinou que sem mobilização não há negociação”, afirma.

 

Os funcionários da Unioeste também aderiram à paralisação e representantes dos professores das escolas estaduais, vinculados à APP-Sindicato participarão do debate promovido pela Adunioeste a respeito da “Reforma da previdência no setor público”. O debate faz parte das atividades da paralisação dos professores da Unioeste. O debate contará com a presença do Prof. Dr. Francisco Miraglia (representante do Andes – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) e será realizado a partir das 9h30 no Anfiteatro da Unioeste, campus de Cascavel.

 

A Diretoria da Adunioeste entende que seria fundamental construir uma grande paralisação unitária de servidores estaduais contra a proposta de reforma da previdência (projeto de lei 483/2010). “Infelizmente a maioria dos sindicatos representativos de servidores estaduais do Paraná não realizaram assembleias com as suas categorias para discutir a proposta de mobilização ou paralisação”, explica Reis.

 

Francisco Beltrão

 

Nossa equipe entrou em contato com o presidnete do sindicato local, ele estava ocupado e um novo telefonema ficou marcado para esclarecer qual é a situação no campus de Francisco Beltrão.