O Secretário de Saúde de Clevelândia, Sudeoste do Paraná, Walmir Luiz Chiochetta, foi exonerado na manhã (18) após decretação de sua prisão temporária para investigação pela Operação Higia, que investiga o envolvimento de agentes públicos e empresários da região em vários crimes. Mandados de busca e apreensão ocorreram em diversas cidades da região nesta segunda-feira

Em nota, a administração clevelandense manifestou surpresa com os mandados da Vara Criminal de Pato Branco contra o seu servidor público. Explicou que as denúncias são por atos supostamente cometidos anteriormente a sua nomeação quando este anemia a função de Secretário de Saúde da Cidade de Pato Branco, fatos então,  totalmente alheios a atual Administracào Municipal de Clevelândia.

Destaca que a exoneração contriubuirá com as investigações policiais e ressalva que não há qualquer envolvimento da administração com supostas fraudes ou atos que a desabonem e as ações policiais em pauta referem-se apenas a pessoa do Diretor de Saúde.

A ação que apura crimes de associação criminosa, fraude a licitações, peculato, concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade documental e lavagem de dinheiro, envolvendo servidores públicos e empresários dos Municípios de Pato Branco, Clevelândia e Saudade do Iguaçú e ainda um vereador de Pato Branco.

Foram cumpridos pela Polícia Civil do Paraná e Santa Catarina, com o apoio de peritos da Polícia Científica do Estado do Paraná, auditores fiscais do Ministério Público e fiscais do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná, 67 mandados judiciais, sendo 9 (nove) de prisão temporária, 4 (quatro) de afastamento temporário das funções públicas e 54 de busca e apreensão domiciliar e/ou empresarial.

Os respectivos mandados foram cumpridos nos Municípios de Pato Branco, Clevelândia, Saudade do Iguaçu e Francisco Beltrão, Curitiba e Joinville, este no Estado de Santa Catarina.

Foram presos temporariamente três secretários municipais, um vereador, um servidor público municipal, uma servidora pública estadual e três empresários de Pato Branco/PR. Também foram afastados preventivamente de suas funções públicas três servidores públicos municipais e um secretário municipal do Município de Pato Branco/PR. Ainda foram conduzidos à Delegacia de Polícia 19 (dezenove) pessoas para serem ouvidas ou interrogadas a respeito dos fatos.

A investigação iniciou-se ainda no mês de maio e desde então tramita sob segredo de justiça decretado pelo Poder Judiciário de Pato Branco/PR.Em meio às investigações, de modo fortuito, foram coletados elementos de prova que indicam a suposta prática de crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade documental e falso testemunho, por parte do vereador preso nesta data, quando em 1º de julho de 2017, foi vítima fatal de um acidente de trânsito ocorrido por volta das 15h50min, na PR 493, Km 17, Zona Rural do Município de Bom Sucesso do Sul/PR, o motociclista Mario Badia.

Na ocasião, o condutor do veículo envolvido no acidente, provavelmente por estar alcoolizado, acabou fugindo do local para se evadir da ação policial e ser preso em flagrante. A investigação apontou que o condutor, em comunhão de esforços com o vereador preso nesta data e um policial licenciado do Estado de Santa Catarina, supostamente ofereceram e teriam pago aos Policiais Rodoviários Estaduais que
atenderam a ocorrência a quantia de R$ 15.000,00 para adulteração do boletim de ocorrência com falsificação do croqui do acidente, inserção de declarações falsas de uma testemunha e ainda realização do exame do teste de etilômetro somente cerca de 10 horas após o almoço, horário que o condutor havia ingerido bebida alcoólica. Tudo isso agora será confirmado com as diligências investigatórias que ainda pendem de realização.

O nome da operação reporta-se à mitologia grega, Hígia é a deusa da saúde, limpeza e sanidade, relacionando-se à Secretaria de Saúde do Município de Pato Branco/PR onde a investigação teve início. As diligências tiveram a participação de aproximadamente 180 policiais civis e 50 viaturas do Estado do Paraná e ainda do Estado de Santa Catarina, além de dois  peritos da Polícia Científica do Estado do Paraná, dois auditores fiscais do Ministério Público e sete fiscais do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná.

Durante a operação, um servidor público do município de Pato Branco/PR foi preso em flagrante por posse de arma de fogo e munições de uso restrito. Como resultado da operação foram apreendidos: 19 armas de fogo, entre elas um fuzil calibre 7,62, de uso restrito;  758 munições de calibres diversos; milhares de documentos; dezenas de computadores e mídias; -R$ 160.299,00; e UU$ 2.231,00 em espécie