Um método inusitado será testado pela Secretaria Municipal de Urbanismo para por fim à superpopulação de pombos no Centro de Francisco Beltrão. Pedras de naftalina, comumente utilizadas para combater odores em locais pouco ventilados, podem solucionar a grande concentração de pombos em determinados locais da cidade.
 
A receita, além de barata, dá certo, segundo o secretário de Urbanismo José Carlos Vieira. Em Curitiba já foi testada, quando da restauração do Paço Municipal, e aprovada. “Ouvimos esse caso e entramos em contato com o pessoal da capital, que garantiu a eficiência do método”, afirma.
 
Na praça Eduardo Virmond Suplicy, por exemplo, muitas aves deixam no chão as marcas do refugio que buscam nas árvores à noite. “A gente entende que é algo da natureza, mas tem que ser feito alguma coisa”, afirma o aposentado Alcir Armachuski, que ao menos duas vezes por semana frequenta o local.
 
O taxista Altair Tonello, que trabalha no ponto de táxi no calçadão, espera que o método seja funcional. “A gente chega no ponto de manhã e tá aqui tudo sujo; tomara que dê certo, porque é ruim de aguentar o cheiro, principalmente”, diz ele se referindo a sujeira e ao odor causado pelas fezes das aves.
 
Muito embora a parte visual seja a que mais incômoda, a preocupação maior da Prefeitura é com o aspecto sanitário. Os pombos são animais que carregam fungos e podem transmitir doenças infecciosas agudas e micoses, como a criptococose, histoplasmose e a salmonelose, além de problemas pulmonares e alergias.
 
Livres de predadores naturais e com alimentos em excesso, os pombos encontraram na cidade um ambiente propício para proliferação, explica Vieira. “A gente percebe que os pombos vêm buscar refúgio no meio urbano e trazem consigo uma série de problemas, por isso tentaremos uma forma legal de amenizar a superpopulação dessas aves”, diz.
 
Enquanto a solução não é testada, uma equipe da Secretaria de Urbanismo está lavando os pontos mais críticos do calçadão.