Por Larissa Mazaloti (9h27min)

 

Você que sabe ler, que quando criança passou pela Educação Infantil e depois seguiu normalmente todas as etapas nos estudos, você imagina como é a vida de alguém que vai ao mercado e não sabe ler o nome de um produto ou conferir o preço dele?

Aproximadamente 170 alunos decidiram deixar a realidade do analfabetismo em Francisco Beltrão. As 13 turmas do EJA (Educação de Jovens e Adultos) no município estão indo bem, apesar das dificuldades que cada um leva consigo para a sala de aula. Mas na última terça-feira (17) o momento foi de confraternização e motivação.

Um evento reuniu no Sesc, todos que participam do EJA nos mais variados locais da cidade. Primeiro, uma palestra para levantar o astral e seguir em frente e depois, a conversa descontraída entre os amigos que apesar da idade avançada ainda tem um longo caminho nos bancos escolares.

Em setembro deve abrir mais uma turma. A coordenadora do EJA em Beltrão, Elci Klosinski afirma que mais uma turma deve abrir em setembro. Segundo ela, 3.278 pessoas ainda precisam ser alfabetizadas, mas se 931 forem para a sala de aula, o analfabetismo será erradicado no município.

A dona Eva Claudina Pereira, que mora na Linha Eva em Francisco Beltrão sabe muito bem como é a realidade de quem não sabe ler, nem escrever. Ela tem 57 anos e há dois ela começou os estudos. Não voltou a estudar, começou a estudar. Dona Eva nunca havia estudado antes. Com ela estuda o marido e os cinco filhos que eles têm, estes já estão todos encaminhados. O que ela mais gosta é a matemática.

Papel importante nesta história, é o dos professores que ensinam os jovens e adultos. Eliana Arcângelo é responsável por uma turma que estuda no Sesc. Ela comenta que o sentimento de alfabetizar pessoas que são ricas em experiência de vida é muito gratificante.
 

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