Com a entrada em operação dos cromatógrafos instalados nos laboratórios de Londrina e Cascavel, a Sanepar tornou-se uma das primeiras companhias estaduais de saneamento do Brasil autossuficientes na análise de todos os parâmetros da qualidade da água distribuída para a população. Os parâmetros são determinados pelo Ministério da Saúde (Portaria 2914). Os modernos equipamentos utilizados nas análises de agrotóxicos já estão em pleno funcionamento também em Curitiba e em Maringá.

Entre as análises rotineiras da água estão as que verificam se há presença de pesticidas, herbicidas e de materiais organovoláteis, dentre os quais os hidrocarbonetos e os trihalometanos. “A implantação destes equipamentos agiliza a realização das análises e oferece ferramentas para tomada de ação mais rápida quando necessário”, destaca a coordenadora do laboratório de Cascavel, Denise Binder.

No laboratório de Londrina são feitas as análises da água de 127 sistemas atendidos pela Sanepar, nas regionais de Apucarana, Arapongas, Cornélio Procópio, Santo Antonio da Platina e Londrina. Já, o de Cascavel, analisa a água bruta e tratada das unidades regionais de Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Toledo, Guarapuava e Cascavel, totalizando 176 sistemas. Em Maringá são analisadas amostras das unidades regionais de Maringá, Paranavaí, Umuarama e Campo Mourão abrangendo 164 sistemas. Das demais cidades, as análises são realizadas em Curitiba.

Os três cromatógrafos para os laboratórios centrais de Maringá, Londrina e Cascavel exigiram investimentos de R$ 1,7 milhão. Para o laboratório central de Curitiba os recursos necessários são da ordem de R$ 2,6 milhões.

Para garantir a qualidade da água que entrega aos clientes, a Sanepar realiza 1,325 milhão análises por mês. A maioria – 1,2 milhão – é feita nos laboratórios operacionais durante o processo de tratamento da água. Nestes laboratórios, as análises são feitas de hora em hora, 24 horas por dia.

Os outros 125 mil parâmetros são mensalmente analisados nos quatros laboratórios centrais de Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel e em outros 77 laboratórios descentralizados. Estes 81 laboratórios analisam a água que sai das estações de tratamento e também durante o trajeto que percorre nas redes de distribuição espalhadas pelas cidades.

Dependendo da característica, cada um dos 99 parâmetros previstos pela Portaria deve ser avaliado com periodicidade mensal, trimestral ou semestral. O resultado de cada amostra de água, de acordo com o tipo de análise, pode levar até três dias. Os resultados são registrados e armazenados em computador de uso exclusivo do equipamento.

Para analisar 1,325 milhão de parâmetros, a Sanepar tem custo operacional de aproximadamente R$ 2 milhões por mês, sendo que as análises mais complexas – cerca de 20 mil por mês – custam, sozinhas, aproximadamente R$ 1 milhão/mês.

“Nenhum outro alimento é tão controlado quanto a água de abastecimento público. A Sanepar é reconhecida no Brasil como umas das empresas que mais atenção dedica à qualidade do água que entrega na casa dos clientes,” explica a gerente da Unidade de Avaliação de Conformidade, Eloize Motter Rodrigues.