Fonte: AEN

 

Mais de 30 agricultores de Chopinzinho, no Sudoeste do Estado, receberam informações sobre o Fundo Azul, projeto ambiental desenvolvido pela Sanepar na bacia hidrográfica do Rio Pedrosa, manancial de abastecimento do município. O encontro ocorreu na comunidade Capitel Santo Antônio, na terça-feira (9), com a presença de representantes da Sanepar, da Secretaria de Agricultura e demais parceiros.

 

A gestora ambiental da Sanepar em Pato Branco, Marilucia Cyrino, explicou que o objetivo do Fundo Azul é apoiar com recursos financeiros a recuperação, proteção e conservação dos mananciais de abastecimento. Com recursos da Sanepar e da Prefeitura de Chopinzinho, foram adquiridos materiais para promover melhorias na condição do manancial. Outros parceiros, como o Rotary Club e Casa Familiar Rural, são responsáveis pela orientação dos projetos de adequação das propriedades e pela fiscalização dos trabalhos.

 

Ao todo, 170 famílias habitam a área da bacia hidrográfica do Rio Pedrosa, com extensão de 23 km2, onde existem 70 nascentes. Serão investidos no projeto mais de R$ 80 mil, destinados à compra de cercas, palanques e também de óleo diesel para a recuperação de estradas rurais. Inicialmente, terão prioridade as áreas mapeadas pela prefeitura, que têm intervenção direta no Rio Pedrosa.

 

“Este tipo de encontro, que tem a denominação de intervenção socioambiental, propicia a participação de todos os envolvidos no projeto. Discutimos com os proprietários rurais a importância de construirmos um modelo de produção que preserve a qualidade do solo e da água e que, por conseqüência, mantenha a qualidade da água do manancial”, afirmou Marilucia.

 

REGULARIZAÇÃO – Marilucia ainda lembrou que o trabalho de preservação dos mananciais também abrange a área urbana dos municípios por meio de vistorias socioambientais. A verificação do imóvel integra o programa Se Ligue na Rede e consiste em conferir se a interligação dos imóveis à rede coletora de esgoto da Sanepar foi executada de forma correta. As vistorias permitem também detectar e regularizar a situação inversa, quando o esgoto está ligado à galeria de água pluvial. Neste caso, o prejuízo ao meio ambiente é ainda maior, pois o esgoto é despejado sem tratamento nos rios e córregos.