Perdas de controle do veículo sempre podem ocorrer, mas com as situações de frio, umidade e tempo chuvoso, há um motivo a mais para os casos acontecerem. No mês de junho, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) atendeu a uma sequência de capotamentos quase todos os dias, tanto na cidade quanto no interior.

Às 8h57 desta quarta-feira (24), houve um capotamento em Pato Branco, sentido coronel em frente a Atlas. No último domingo houve duas ocorrências: um tombamento de carreta em Dois Vizinhos, na saída para Salto do Lontra, em frente a Sadia; e um capotamento em Francisco Beltrão na Rua PR 483, entre Francisco Beltrão e Marmeleiro, próximo a Polícia Rodoviária.

No sábado (20), capotamento em São João, sentido a Coronel Vivida, entre o trevo de São João e o Frigorífico da Coasul. No mesmo dia, outro desgovernamento de veículo ocorreu em Pato Branco, quando um carro caiu na pedreira, próximo ao conjunto habitacional Santa Fé e o Samu 192 foi acionado.

Na sexta-feira (19), houve um capotamento em Chopinzinho, na rodovia próxima a Vila Sao Francisco e a Policia Rodoviária; antes, às 1h12 da madrugada, entrou o chamado de capotamento em Coronel Vivida, sentido a Pato Branco, logo após o trevo (antes do radar).

No interior os capotamentos podem ser ainda mais perigosos, uma vez que podem envolver veículos pesados e levar a morte. Às 21h41 de quinta entrou o chamado para um capotamento na fazenda Arco Verde, interior de Chopinzinho, que foi fatal.

Também na quinta, em Santo Antônio do Sudoeste ocorreu um capotamento na BR163, no trecho que liga a o município de Barracão. No último dia 14, em Palmas houve um capotamento na PR 280, no trecho que liga do município de General Carneiro, próximo ao Posto Horizonte.

Passo 1: O que fazer se acontecer com você

O primeiro impulso ao sofrer uma derrapagem ou capotamento é tentar sair do carro, até pelo medo de derramamento de combustível. O coordenador de enfermagem do Samu 192, Gerson Leonarski orienta àqueles que sofrerem um acidente a permanecer o máximo que puder estaticamente, até a chegada do socorro. Ou seja, se quando o carro parou você estava deitado, permaneça deitado. Se estava sentado, permaneça sentado, mesmo após a saída do veículo. Isto é fundamental para evitar lesões na coluna, pois o risco maior é a medula óssea.

“Em caso de fratura, o movimento da vértebra fraturada pode causar lesão na medula óssea pressionando ou lesionando e causando sequelas parciais ou totais, que é a paraplegia (perda dos movimentos da cintura para baixo) ou a tetraplegia (perda dos movimentos do pescoço abaixo). Ao sair e permanecer na mesma posição evita-se este movimento de vértebras exercendo pressão na medula.

Gerson lembra ainda que o comportamento do cinto de segurança pode ser prender ou soltar. Em casos de impactos rotacionais, pode ocorrer de o cinto se soltar e a pessoa “sacudir” dentro do próprio veículo. Caso após a capotarem você ficar preso ao cinto, o ideal é permanecer assim conseguindo o socorro o quanto antes, pois os socorristas sabem como liberar a pessoa sem causar nenhum impacto.

Uma prova deste benefício do cinto de segurança está na estatística de queda de 30% do óbitos em crianças, após a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para todos aqueles que têm até 36kg.

Passo 2: Como prestar socorro a uma capotagem

Se você está andando pela rodovia e vê um veículo capotado deve tentar prestar socorro imediato, devido a gravidade das vítimas dessa natureza de acidente. Ligue 192 informe com precisão endereço do local e o que você está visualizando.

Em todo capotamento, até que se prove o contrário, a vítima é considerada grave. “O que nos preocupa bastante em nível de regulação médica é que o solicitante, quando perguntado pelo médico regulador se tem vítima no local, pelo desconhecimento da gravidade das possíveis lesões acaba afirmando que não tem vítima nos carros, porque as vítimas já estão andando pelo local. Isto não é verdade. Todas as vítimas envolvidas em capotamentos, que é quando o veículo gira mais de 180 graus, são considerados vítimas graves até que haja uma avaliação médica”, reiterou.

Passo 3: Dicas de como evitar uma capotagem

Capotagem-Autoesporte
  • Compartilhe no Facebook

Segundo o portal Autoesporte, o motorista deve evitar as condições que podem levar à perda de controle do carro, como dirigir com sono ou falta de atenção, sob o efeito de álcool e outras drogas ou a velocidades acima da permitida. Especialmente em alta velocidade, manobras de pânico ao volante em uma situação de emergência, ou quando duas rodas saem do asfalto, podem causar derrapagens que resultam em capotagem. Caso isso ocorra, reduza gradualmente a velocidade e só volte para o asfalto quando julgar que é seguro fazê-lo.

Nas duas primeiras imagens, o motorista da esquerda consegue controlar o veículo. O da direita, exagerando na manobra de compensação pelo susto, perde o controle.

As estradas mais estreitas e com acostamento não pavimentado ou mal conservado favorecem as capotagens, que também podem ser causadas pelo desnível junto à pista, como na situação da quarta foto. O canteiro central de rodovias (terceira foto) também pode favorecer o tombamento. Óleo e objetos caídos na pista são grandes causadores do descontrole do carro. Mas a estabilidade também pode ser afetada pelos pneus: se estiverem em mau estado ou com a pressão incorreta, podem derrapar em piso molhado ou escorregadio. Consulte ainda o manual do carro a respeito da correta distribuição de peso, especialmente sobre o teto, o que pode alterar o centro de equilíbrio do veículo.

 

Assessoria de Imprensa Ciruspar/Samu 192 – Sudoeste do Paraná

Foto: Miranda RBJ/arquivo.

Fonte de Infográfico: http://autoesporte.globo.com/edic/ed430/seguranca3.htm