O Governo do Paraná divulgou a tabela de valores dos carros usados para a cobrança do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) 2015. A tabela é válida para veículos fabricados até 2014. Os carros novos terão o imposto calculado sobre o valor da nota fiscal.

Para saber o quanto vai pagar, o contribuinte deve procurar o modelo e o ano de seu veículo clicando aqui e aplicar a alíquota de 3,5%. Caso opte pelo pagamento à vista, terá um desconto de 3%.

O valor do IPVA sofreu um aumento de 40%, através do “tarifaço” proposto pelo governador Beto Richa (PSDB) e aprovado pela Assembleia Legislativa (Alep). Além do aumento, o desconto para o pagamento á vista diminui de 5% para 3%.

O “pacote de maldades” do governo, que inclui o aumento do ICMS sobre o combustível e itens da cesta básica, aumento do desconto da previdência no salário dos inativos, reajuste das custas judiciais, dentre outros, causou furor e protestos por parte do setor industrial. No inicio do mês, o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, classificou a medida como irresponsável. Segundo ele, o impacto sobre os consumidores será muito alto, uma vez que os salários não serão corrigidos na mesma proporção. Sobre o setor industrial, a estimativa é de que os custos aumentem em até 30%.

Na avaliação de Campagnolo, as decisões do Executivo estadual tomaram o caminho inverso ao da intenção de se arrecadar mais, citando o exemplo da minirreforma tributária, elaborada em 2008, durante o governo de Roberto Requião (PMDB), que implicou na redução de impostos e tributos para 95 mil produtos. De acordo com Campagnolo, na época, com a queda dos impostos, a arrecadação subiu.

A OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná também divulgou uma nota contra os aumentos de impostos e tarifas. O documento citava a carga tributária excessiva à qual a população brasileira é submetida, sem que haja contrapartida do poder público em áreas fundamentais como saúde, educação e segurança, entre outras.

Alertou que o aumento de impostos e tarifas irá gerar retração econômica e desemprego, prejudicando a distribuição de riquezas e, ao fim do círculo vicioso, a arrecadação do próprio governo. Na ocasião, anterior ainda à votação do projeto, a OAB pedia aos deputados estaduais para que votassem de acordo com as aspirações e necessidades do povo paranaense. O pedido não foi atendido. O pacote de aumentos recebeu votos favoráveis de trinta e quatro deputados:

Ademar Traiano (PSDB)

Ademir Bier (PMDB)

Alexandre Curi (PMDB)

Artagão Jr. (PMDB)

Bernardo Ribas Carli (PSDB)

Caíto Quintana (PMDB)

Cantora Mara Lima (PSDB)

Cleiton Kielse (PMDB)

Douglas Fabrício (PPS)

Dr. Batista (PMN)

Duílio Genari (PP)

Elio Rusch (DEM)

Evandro Jr. (PSDB)

Felipe Lucas (PPS)

Fernando Scanavaca (PDT)

Francisco Bührer (PSDB)

Gilberto Ribeiro (PSB)

Jonas Guimarães (PMDB)

Luiz Accorsi (PSDB)

Luiz Claudio Romanelli (PMDB)

Luiz Eduardo Cheida (PMDB)

Marla Tureck (PSD)

Mauro Moraes (PSDB)

Nelson Garcia (PSDB)

Nelson Justus (DEM)

Ney Leprevost (PSD)

Osmar Bertoldi (DEM)

Pedro Lupion (DEM)

Plauto Miró (DEM)

Rasca Rodrigues (PV)

Rose Litro (PSDB)

Stephanes Jr. (PMDB)

Waldyr Pugliesi (PMDB)

Wilson Quinteiro (PSB);

Somente dezesseis parlamentares votaram contra o aumento nos impostos:

Adelino Ribeiro (PSL)

André Bueno (PDT)

Anibelli Neto (PMDB)

Elton Welter (PT)

Enio Verri (PT)

Gilson de Souza (PSC)

Luciana Rafagnin (PT)

Nelson Luersen (PDT)

Nereu Moura (PMDB)

Paranhos (PSC)

Pastor Edson Praczyk (PRB)

Péricles de Mello (PT)

Professor Lemos (PT)

Roberto Aciolli (PV)

Tadeu Veneri (PT)

Tercílio Turini (PPS);

Não participaram das votações os deputados Hermas Brandão (PSB), Teruo Kato (PMDB) e Toninho Wandscheer (PT). O presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), só vota em casos de empate. O Governo do Paraná justifica, alegando que as medidas são essenciais para que os programas e investimentos propostos sejam cumpridos. Os novos impostos entram em vigor em abril de 2015. O novo IPVA passa a valer em janeiro.