De olho na safra de verão 2015/2016, os produtores do Sudoeste do Paraná enfrentam um problema que pode ser constatado em boa parte das regiões do estado: a falta de silos para armazenagem da produção agrícola.

Segundo estimativa do Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria da Agricultura, as primeiras safras de feijão, milho, soja e o trigo que começou a ser colhido neste último trimestre, deverão somar mais de 3 milhões de toneladas no sudoeste. Somente com a soja, os municípios pertencentes ao Núcleo Regional de Agricultura de Pato Branco deverão produzir mais de 1 milhão de toneladas.

De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o sudoeste do Paraná conta com 392 armazéns, com uma capacidade estática para armazenagem de 2,2 milhões de toneladas, uma defasagem de cerca de 800 mil ton. (considerando somente a 1ª safra) entre o produzido e a capacidade dos silos da região. Dos 42 municípios, 37 contam com unidades armazenadoras.

Com 25 armazéns, Mangueirinha é o município que conta com maior capacidade de armazenagem, com 257,2 mil ton. Em seguida aparece Pato Branco com 248,2 mil ton e Dois Vizinhos com 178,8 mil ton. No levantamento da Conab, aparecem ainda os municípios de Coronel Vivida, Francisco Beltrão, São João e Clevelândia com capacidade estática acima das 100 mil ton.

Para enfrentar esse problema, o Governo Federal, através do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), implantou o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), dispondo de linhas de crédito para produtores, empresas e cooperativas, com uma taxa de juros de 7,5% ao ano. O BNDES pode financiar até 100% do projeto, com um prazo de pagamento de 15 anos, com até 3 anos de carência.