A Policia Civil estão trabalhado intensamente para identificar os seis homens que assaltaram uma família no interior de Francisco Beltrão, fizeram três reféns e arrombaram a agência da Cooperativa Cresol em Nova Esperança do Sudoeste na madrugada de quinta-feira (28). A investigação está sendo coordenada pelo delegado da comarca de Salto do Lontra, Sandro Spadotto Barros.

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Sandro Spadotto Barros está coordenando as investigações. Foto: arquivo/RBJ

Em entrevista à Onda Sul FM, ele afirmou que as vítimas (reféns), libertados no interior de Santo Antônio do Sudoeste, prestaram depoimento na tarde de quinta-feira e contaram como foi toda a ação. Segundo eles, os bandidos estavam encapuzados e se mantiveram calmos, em nenhum momento fizeram ameaças ou agrediram os reféns. Eles teriam permanecido por cerca de três horas na casa dos agricultores, na comunidade de Rio Macaco, em Francisco Beltrão.

No início da madrugada pegaram duas camionetes Fiat Strada da família e os três reféns e seguiram até Nova Esperança para roubar o banco. Ao chegar, atiraram contra a porta e usaram os reféns como escudos humanos, depois explodiram o cofre, mas não conseguiram pegar o dinheiro, então fugiram pelo interior do município. Um carro usado pela quadrilha (camionete Blazer) apresentou problemas mecânicos e foi abandonado na comunidade de Linha Palmeirinha, interior de Nova Esperança do Sudoeste.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de se tratar das mesmas pessoas que assaltaram a agência no mês de maio. O delegado garante que o modo de agir é o mesmo, com armas longas e reféns usados como escudos. Ele que acredita que sejam pessoas de outras regiões, embora não descarte o envolvimento de pessoas da comunidade. O conhecimento para andar por estradas rurais entre Nova Esperança do Sudoeste e Francisco Beltrão reforça a tese que alguém de uma dessas cidades está passando informações e dando suporte à quadrilha.

Sandro Spadotto pretende dar uma resposta a comunidade regional o mais breve possível. Pra isso, conta com ajuda da comunidade. “Se alguém souber algo que possa nos ajudar na identificação dos bandidos, pode ligar na delegacia de Salto do Lontra que não será identificado”, disse o delegado.

Ouça entrevista concedida durante o programa Edição Extra – Onda Sul FM..