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PRF esteve no local e conseguiu liberação de veículos a cada 20 minutos. Foto: Divulgação PRF

Um grupo de caminhoneiros, com apoio de índios, bloqueou a BR-373 na altura do KM 440 em Chopinzinho, no Sudoeste do Estado, neste domingo (20). O manifesto teve início nas primeiras horas da manhã. Pneus foram incendiados na pista, na aldeia indígena Guarani.

A Polícia Rodoviária Federal esteve no local, mas não conseguiu fazer a liberação total da pista. Depois de muito dialogo, os manifestantes concordaram em liberar parcialmente o trânsito de veículos leves de 20 em 20 minutos e dos veículos pesados a cada hora. O manifesto foi encerrado só no início da noite deste domingo. Porém, nessa segunda-feira (21), novas manifestações devem ocorrer em todo o País. Caminhoneiros protestam contra o baixo preço do frete e a alta do diesel.

No Paraná, a previsão é de ações em vários pontos da BR-277, de Foz a Paranaguá. Além disso, caminhoneiros estão se organizando com apoio de agricultores para realizar manifestos em rodovias da região Sudoeste. Uma dessas mobilizações deve acontecer no entroncamento da PR-449 com a PR-281, em Mangueirinha. Os organizadores chegaram a gravar um vídeo pedindo apoio da população. O RBJ reproduz o conteúdo que circula também pelas redes sociais.

Justiça impede bloqueios de rodovias 

A Justiça Federal no Paraná proibiu que caminhoneiros bloqueiem qualquer rodovia federal que cruze o estado, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento da decisão. A decisão é do juiz Marcos Josegrei da Silva.

O magistrado atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que descreveu como “incomensuráveis” os potenciais prejuízos causados por eventual bloqueio de rodovias, que acredita ser iminente em face dos protestos marcados para esta segunda-feira (21) por diferentes entidades representativas dos caminhoneiros.

Apesar da proibição de bloqueios, o juiz destacou “que não se está negando o direito de reunião e/ou de liberdade de expressão previstos constitucionalmente”. Ele disse não ver problemas na realização da manifestação “em meia pista, nos locais em que haja pista dupla”, mas vetou a retenção do fluxo total de veículos.

Na última sexta-feira, diferentes entidades, como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e a Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam), aprovaram paralisações das atividades amanhã, com a realização de manifestações para a redução do preço do diesel.

“O aumento constante do preço nas refinarias e dos impostos que recaem sobre o óleo diesel tornou a situação insustentável para o transportador autônomo”, disse a ABCam em nota divulgada na sexta-feira. Segundo a associação, o diesel representa 42% dos custos do negócio. A entidade reivindica isenção de impostos sobre o insumo. Foram convocados protestos de caminhoneiros em todo o país a partir das 6h.