O resultado da audiência com o governo do Estado no último mês quando tratado da possibilidade de liberação do estudo para viabilização do sistema de concessão (privatização) do Corredor Sudoeste dominou grande parte da reunião mensal da governança do PDRI (Plano de Desenvolvimento Regional Integrado do Sudoeste do Paraná).

O encontro foi realizado nesta quarta-feira (5) na sede da Agência de Desenvolvimento Regional, um dos agentes organizadores do PDRI, junto com Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Sebrae, Fiep, Cacispar e mais de 60 entidades instaladas no Sudoeste. Além de rodovia a pauta do encontro incluiu o futuro dos projetos aeroviários para a região, devolutiva do Sesi sobre o Observatório dos Indicadores do Sudoeste e a presença do Paraná Turismo no final de semana da região para vender os atrativos.

Cronologia para privatização

Com relação a concessão das rodovias que formam o Corredor Sudoeste envolvendo as PRs 182, 483, 180 e 280 – entre Marmelândia (Realeza) e Novo Horizonte (Palmas), o tom é de cautela e ponderação aos termos para não criar polêmica. O receio das lideranças é que o debate sem base de informações oficiais possam criar expectativas que não se confirmem. Mas entendem que é através das reuniões e discussões que se torna o assunto mais claro.

O diretor da Agência Célio Boneti e o engenheiro-chefe do DER de Francisco Beltrão Roberto Machado dos Santos relataram o possível cronograma de ações para a privatização dos 284 km e esclareceram alguns pontos sobre esse procedimento. Um deles é da denominação do trecho total definido como Corredor Sudoeste, justamente por envolver 4 PRCs. Outro é que se trata da privatização total da rodovia e um lote único, sem participação do governo para as obras. Serão ofertados 8 lotes em todo Estado em setembro.

Segundo Santos e Boneti o Estado vai abrir em setembro o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para as empresas demonstraram viabilidade de realizar o levantamento sobre o projeto total de concessão do trecho. Após esse trâmite (que pode levar até 6 meses), o governo opta pelo melhor projeto e abre licitação para as empresas interessadas em executar. A partir daí ocorrem às audiências públicas com a comunidade com previsão inicial de 60 dias de procedimento e em paralelo devem ocorrer discussões com lideranças da região. Vencido esse trâmite segue para homologação do contrato de execução das obras que terá, inicialmente 25 anos para serem implantados com um orçamento estimado de R$ 1,8 milhões. O receio é que todo o trâmite não ocorra antes de julho de 2016, quando inicia restrições de verbas por ser ano eleitoral.

Cronologia de obras

Outra preocupação das lideranças é por conta do anseio da população por obra de maior volume, como a duplicação do trecho entre Francisco Beltrão e Pato Branco. Justamente por precisar de maior volume de recursos não acreditam que será prioridade nesse processo de privatização, mas não pode ser descartado. No caso das praças de pedágio não existe nada definido sobre local e a busca será por valores a baixo de R$ 6,00 o veículo de passeio.

Aeroviário

Na oportunidade o diretor do Sest/Senat Rodrigo Battiston, encarregado de dar os encaminhamentos sobre os planos aeroviários junto a governança relatou a necessidade de se fazer uma pesquisa. O levantamento seria feito com lideranças e comunidade regional a respeito do que se quer em termos de aeroporto. Após seria contratado especialista em transporte e logística, o professor da Unioeste /Toledo engenheiro Weimar Freira da Rocha Junior para elaborar levantamento oficial sobre as considerações que envolvem aeroporto de passageiros e cargas para a região. “Somente com esses dados precisos poderemos definir de uma vez qual rumo de esforços vamos dar, ou se abortamos alguns projetos e focamos em outros”, comentou Battiston.

A pauta da reunião ainda contou com explanação da consultora do Sesi Guarapuava Graziela Pilati de Lima sobre o andamento dos trabalhos para implantação do Observatório que tratará dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e Objetivos de Desenvolvimento Social (ODS). O Sesi está apoiando a implantação do Observatório que terá dados oficiais de todos os municípios do Sudoeste.

Para fechar o encontro da governança o professor Manoel Jacó Garcia Gimenes, diretor-presidente da Paraná Turismo, adiantou que estará vendendo os atrativos turísticos da região no final de semana. Segundo o professor Jacó, as atividades iniciam nesta sexta-feira (07) no Thermas Águas de Verê com encontro entre 40 empresários de agências de turismo e consultores e representantes de 15 municípios da região. “Essa é a oportunidade de vender para as agencias o que temos aqui para atrair turistas”, comentou, salientando que o grupo também estará em Pato Branco, Francisco Beltrão e Barracão.