No próximo dia 20 de junho será realizado em Palmas, sul do Paraná encontro com lideranças para discutir os impactos no cotidiano dos eleitores com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral(TSE) que implicará na extinção fóruns eleitorais de cidades com menos de 20 mil votantes, atingindo Mangueirinha e Clevelândia/Mariópolis.

8995646c-0451-4331-a363-94c378add06e
  • Compartilhe no Facebook

Para Juiz, resolução pode provocar redução de eleitores em 2018.

O encontro envolvendo as três Comarcas está sendo articulado pelo Juiz Eleitoral de Palmas, Eduardo Vianna, integrante da direção e conselho da Associação dos Magistrados do Paraná (AMAPAR) e Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), instituições que se manifestam contrárias à diminuição na estrutura de atendimento aos eleitores do pais.  As entidades se mobilizam para solicitar ao presidente do TSE, Gilmar Mendes, a suspensão da portaria por tempo indeterminado. Em Mangueirinha são 13.915 eleitores e outras 13.723 em Clevelândia, cuja Zona Eleitoral  abrange ainda Mariópolis, com 5.313.

Caso prevaleça a decisão, no Sudoeste do Paraná, serão extintas também as zonas eleitorais de Coronel Vivida, Chopinzinho, São João, Santo Antônio do Sudoeste, Capanema, Salto do Lontra, e Marmeleiro. Seguindo a mesma regra também a Comarca de Abelardo Luz, já no Oeste de Santa Catarina.

Conforme Eduardo Vianna, os eleitores residentes em Clevelândia, Mariópolis e Mangueirinha serão prejudicados, pois terão que buscar, eventualmente, o Forum de Palmas/Cel. Domingos Soares(35.414 eleitores) para cadastramentos, transferências e quaisquer documentos e serviços prestados pela Justiça Eleitoral.  Os residentes na comarca local também serão afetados, pois o quadro de eleitores dobrará, sem que a estrutura de atendimento seja ampliada, resultando em demora. “Já enviamos ofícios para a OAB e lideranças destes municípios para que venham até aqui dia 20 de Junho para iniciarmos uma luta contrária a esta medida. Não é questão de ser avesso às mudanças, mas estas precisam ser feitas levando-se as particularidades de cada município”, disse ele.

Alertou que se prevalecer a decisão, já no próximo ano haverá redução drástica no número de eleitores, que não realizarão, por exemplo, o recadastramento biométrico. “Isso deveria ser o contrário, pois sempre lutamos para que o eleitor exerça seu direito”, finalizou.