Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de segunda-feira, 21, o deputado Reichembach (PSC) fez um pronunciamento sobre o fim da obrigatoriedade do uso de extintores de incêndio em carros, caminhonetes, camionetas e triciclos de cabines fechadas. A medida foi anunciada na última quinta-feira pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

“Esta norma surpreendeu tanto fabricantes do equipamento quanto distribuidores, funcionários e principalmente motoristas, que foram muito desrespeitados”, afirma Reichembach. Para o deputado a transição entre a obrigatoriedade e a nova regra que faculta o uso do aparelho deveria ser transparente com todos os envolvidos.

A Associação dos Fabricantes de Extintores (Abiex) possui 32 empresas associadas, e o setor prevê um corte de mais de 200 mil funcionários em todo país.

Uma das empresas associadas é a Mocelin, localizada nas cidades de São Jorge D’Oeste e Dois Vizinhos, no Sudoeste do Paraná. A indústria, que havia passado por recente modernização, já demitiu 20% dos funcionários em função da nova medida do Contran. A Extang, empresa de Nova Esperança do Sudoeste, também estava ampliando seus negócios, e uma nova indústria estava sendo instalada em Renascença.

A Extinpel, fábrica localizada em Santo Antônio da Platina, no norte pioneiro, possui um estoque de 150 mil peças que não tem previsão de serem vendidas. A empresa já cancelou 25 contratos com prestadores de serviço em função da nova regra envolvendo o uso de extintores em automóveis.

Reichembach lembra que o equipamento do tipo ABC passaria a ser de uso obrigatório a partir do dia 1º de outubro, e que motoristas que não cumpriram a regulamentação foram multados e perderam pontos na habilitação. “Desde janeiro os motoristas estão tendo que comprar extintores mais modernos, consequentemente mais caros, o que fez com que os consumidores fossem pegos de surpresa”, reitera o deputado.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) constatou que as inovações tecnológicas nos novos modelos de automóveis fizeram com que diminuísse o uso do equipamento.

Os extintores continuam obrigatórios em caminhões, ônibus, micro-ônibus e veículos que transportam produtos inflamáveis.

Para o deputado a transição entre a obrigatoriedade e a nova regra que faculta o uso do aparelho deveria ter um prazo e transparente com todos os envolvidos.