Além da tradição na produção de grãos, o Paraná tem se destacado nos últimos anos na silvicultura, sobretudo no reflorestamento de pinus e eucalipto. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), que tem na sua presidência o empresário palmense, José Carlos Januário, o Estado é o mais competitivo com os principais produtos da madeira reflorestada. Segundo levamento, enquanto que um hectare de soja resulta numa renda média de R$ 3,5 mil, a mesma área plantada com pinus e eucalipto gera cerca de R$ 3,6 mil.

Somente no ano passado, o Paraná exportou 73% de toda a madeira compensada do país. Destaque para Palmas, sul do Estado, que vendeu o montante de US$ 151 milhões ao exterior. A indústria madeireira respondeu por mais de 84% desse total. O percentual se repetiu no 1º semestre de 2015, quando o setor exportou mais de US$ 66,7 milhões, ante US$ 79,3 milhões que a balança comercial do município movimentou no período. De acordo com o Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria da Agricultura do Estado, o setor madeireiro gerou mais de R$ 30,1 milhões no Valor Bruto de Produção (VBP) de Palmas no último ano.

No Paraná, são aproximadamente 700 empresas ligadas à atividade florestal, que geram mais de 32 mil empregos diretos por ano. O alto rendimento na produção, além de ser favorecido pelo clima, é reflexo também de investimento em genética. Porém, um dos temores da cultura é a vespa da madeira, que coloca ovos infectados na planta. Diante disso, a Embrapa desenvolveu um verme que esteriliza os ovos da vespa, que quando é implantado na árvores, faz um controle natural da praga.