Desde o ano passado, além de todos os dados apresentados nas declarações, a Receita Federal está de olho também nas redes sociais, buscando os “ostentadores” do mundo virtual e “pobretões” do Imposto de Renda.

Todas as declarações realizadas no Brasil são encaminhadas para o setor de análise e tecnologia de informação da Receita Federal, no prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília. Lá, em um ambiente de segurança máxima, restrito ao acesso de poucas pessoas, supercomputadores analisam as informações enviadas pelos contribuintes. As máquinas são programadas para cruzar todos os dados e identificar qualquer caso suspeito de fraude.

A partir dos dados coletados pelo sistema, os auditores vão trabalhar sobre as declarações que levantaram suspeita e comparar os dados do contribuinte com o que ele posta nas redes sociais. A partir de um dado, várias pessoas são investigadas e assim, muita gente acaba caindo de uma vez só na malha fina.

A Receita Federal não divulga muitos detalhes, mas já pegou mais de dois mil contribuintes que se exibiam nas redes sociais, contrariando o que estava na declaração de Imposto de Renda. No entanto, casos contrários também já foram registrados, como o de uma pessoa que apresentou uma declaração milionária, com patrimônio de R$ 100 milhões. Porém, nas redes sociais ele aparecia fazendo um churrasco na laje, levando uma vida muito simples. Investigando a fundo, a Receita descobriu que se tratava de um “laranja”.