Por Evandro Artuzi 

O réu Adroaldo Gonçalves foi condenado a 14 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, pelo assassinato de sua companheira, Juliana Pinheiro, crime registrado no dia 28 de dezembro de 2006, no Bairro São Miguel, em Francisco Beltrão. Na ocasião, Adroaldo efetuou disparos de arma de fogo contra Juliana.
Após o crime fugiu para Cianorte onde cometeu um roubo e foi preso. O julgamento, que aconteceu nesta terça-feira (07) no Fórum de Francisco Beltrão, foi presidido pela Juíza da Vara Criminal da Comarca, Katiane Fátima Pellin, tendo na acusação o Promotor Fabrício Trevizan de Almeida.
O Júri, iniciado às 09h da manhã, foi concluído apenas às 20h, isso por que, o réu, momentos antes da leitura da sentença fugiu do local, sendo detido logo em seguida nas proximidades do Fórum por Policiais Militares e Agentes Penitenciários que atuam do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), onde o mesmo aguardava o julgamento e foi levado novamente após a condenação. Além dessa pena, Adroaldo já foi condenado há mais de 24 anos de prisão por outros atos ilícitos praticados.
O advogado Adilson Raimundi, que atuou na defesa do réu, considerou o resultado satisfatório. O defensor garante que o réu tem distúrbios e isso não foi analisado em momento algum.
Adroaldo também achou que a pena foi razoável, embora estivesse confiante em sua absolvição. Em relação à fuga do local, não soube explicar os motivos. “Fiquei apavorado e pensei em fugir para se livrar”, disse.
A Juíza que presidiu o júri preferiu não comentar a decisão dos jurados, entretanto, ao encerrar os trabalhos chamou a atenção dos familiares do réu que não souberam se comportar adequadamente durante o julgamento. Katiane Pellin pediu reforço policial até que houvesse a conclusão dos trabalhos.

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