Queixa crime foi entregue ao major Carlos Ramos, comandante do 16º Esquadrão. Foto: Evandro Artuzi/RBJ
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Queixa crime foi entregue ao major Carlos Ramos, comandante do 16º Esquadrão. Foto: Evandro Artuzi/RBJ

Proprietários e diretores de emissoras de rádio da região Sudoeste se uniram para combater a radiodifusão ilegal. Na quarta-feira (28), à tarde, os radiodifusores estiveram reunidos com o comandante do 16º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado (Exército) em Francisco Beltrão, major Carlos Ramos. Na oportunidade foi apresentada uma queixa crime contra emissoras de rádio que estão atuando ilegalmente nas cidades de Santo Antonio do Sudoeste e Capanema, ambas na fronteira com a Argentina.

Segundo os denunciantes, as emissoras têm os estúdios montados no Brasil, mas todo o sistema irradiante fica na Argentina. Essas emissoras não têm nenhum tipo de autorização legal para funcionar, ou seja, as frequências não foram autorizadas pelas autoridades competentes, no caso do Brasil, a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações. O uso dessas frequências, inclusive, tem prejudicado as emissoras regionais que trabalham de forma legal, aliás, recolhendo muitos impostos.

A mesma denúncia crime foi encaminhada ao Ministério Público Estadual e as Delegacias de Polícia Civil da região. No entanto, como a fiscalização cabe aos órgãos federais, também está sendo repassada à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal.

Além disso, documentos comprovando as irregularidades cometidas pelas emissoras ilegais serão entregues à Deputados Federais e ao Ministro das Comunicações durante encontro da Aerp (Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná), que acontece em novembro na cidade de Foz do Iguaçu (PR), onde também várias emissoras estão atuando de forma ilegal.

O sócio- proprietário da Rede Seleski de Comunicação, Adir Seleski, que é também vice-presidente regional a Aerp, afirmou logo após a entrega da queixa ao comando local do Exército que realmente espera das autoridades brasileiras  providencias.

Segundo ele, além de atuarem de forma ilegal e atrapalhar a sintonia das emissoras legais, as rádios clandestinas também tem cometido mais uma irregularidade que é a comercialização de publicidade, inclusive de órgãos públicos, como prefeituras e câmaras de vereadores. Adir, como os demais radiodifusores, aguardam uma manifestação breve dos órgãos fiscalizadores, antes que outras emissoras sejam colocadas em funcionamento da mesma maneira na região.

A Rede Bom Jesus de Comunicação, mantenedora das rádios Onda Sul FM; Horizonte FM; Clube AM e Difusora América AM, também participa da denúncia contra as emissoras legais. O diretor da Onda Sul FM, Adair De Toni, representou a rede e, assim como os demais radiodifusores, espera que providências sejam tomadas em relação aos desmandos que vem sendo praticados pelas emissoras clandestinas no Sudoeste do Paraná.

Representantes das rádios Ampére AM e Interativa FM, de Ampére; Tropical FM e Independência AM, de Salto do Lontra; Entre Rios AM, de Santo Antonio do Sudoeste; Pérola AM, de Pérola D’ Oeste; Vizinhança FM e Educadora AM, de Dois Vizinhos; e ainda Educadora AM e Continental FM, de Francisco Beltrão.