Por Larissa Mazaloti

 

O ditado popular e ultrapassado de que “homem não chora” ainda reflete na sociedade atual, em que os homens não gostam de ir ao médico, realizam menos exames e cuidam menos da alimentação. Por ser esta uma realidade da maioria, o governo federal implantou em 27 de agosto de 2009, a Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem. Uma política de saúde pública recente e que aponta dados de uma situação preocupante.

 

No quadro Rádio Saúde desta semana, veiculado pela Onda Sul FM, o coordenador de Política de Saúde do Idoso e do Homem, Rubens Bendlin diz que considera vigorosa a política de atenção a saúde do homem e alerta para números importantes: de cada três mortes de adultos, duas são de homens na faixa etária dos 18 aos 59 anos. Se a faixa etária se estreita entre os 18 e os 30 anos, a cada cinco mortes, quatro são homens.

 

Bendlin ressalta que 250 especialistas do Brasil discutiram a política que foi implantada. “O homem adoece mais cedo e pode viver até menos sete anos que a mulher”, justifica.

 

Ainda em entrevista ao repórter Evandro Artuzi, Bendlin destaca a atuação do Paraná que no ano passado foi reconhecido como o único dos 26 estados brasileiros a implantar integralmente os programas do Plano. Em 2011, segundo ele, foram 23 oficinas realizadas e a mobilização de 1.800 profissionais ligados à área. A próxima oficina, que deverá reunir 200 profissionais, acontecerá em Toledo no dia 13 de setembro.

 

O coordenador observa que as pessoas costumam achar que saúde do homem está relacionada com o exame de toque retal e o câncer de próstata, no entanto, garante que a incidência maior de doenças está ligada ao sistema cardiovascular. Ele cita ainda o diabetes e o colesterol.

 

Francisco Beltrão agora tem programa permanente de Saúde do Homem 

 

OUÇA