Constantemente a Rádio Onda Sul FM recebe reclamações de pessoas que foram encaminhadas pela Agência do Trabalhador e não conseguiram uma vaga de trabalho. Porém, a agência faz apenas a mediação, contratar ou não fica por conta do empresário. A instituição está sob responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, que é comandada por Inácio Pereira.

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(Imagem Ilustrativa)

 

O Secretário destacou que a preocupação primeiramente é com relação a qualificação dos trabalhadores, já que as oportunidades de trabalho surgem a partir dela. “Nós temos feito um trabalho muito forte na atração de novos investimentos, empresas e isso automaticamente abre novas oportunidades, tanto de negócio por parte dos empresários, quanto de trabalho”, comenta.

Porém, as empresas que têm sondado o município e mesmo aquelas que já estão com suas sedes fixadas, reclamam da falta de qualificação, “salvo aquelas atividades que podemos classificar como mais simples, a própria agência do trabalhador têm encontrado algumas dificuldades para encaminhar candidatos às vagas”.

A exigência da maioria das empresas é quanto ao grau de instrução do candidato, ensino fundamental e médio completos. Desse modo, a Agência do Trabalhador tem buscado parcerias visando ofertar oportunidades de qualificação. “O município fomenta, estimula, viabiliza, mas o trabalhador precisa buscar essa qualificação, caso contrário nós resolvemos um problema que é a oferta de trabalho e criamos outro, que é a baixa qualificação por parte dos trabalhadores”.

Cartilha

Muitas vezes são nos detalhes que os trabalhadores pecam e automaticamente perdem uma boa oportunidade de trabalho, “parece que às vezes as pessoas têm medo de ouvir a verdade e nós estamos aqui também para orientar”, enfatiza Inácio.

De modo a provocar uma reflexão e autocrítica aos trabalhadores, foi elaborada uma pequena cartilha, que inclusive traz o seguinte questionamento: Você se contrataria? A motivação segundo Inácio, foi justamente o dia a dia na agência, “ela faz o trabalho de prospecção, seleção e encaminha a pessoa a suposta vaga, e a pessoa não vai, ou pior, a pessoa vai com as unhas sujas, barba por fazer, roupa suja, então são coisas básicas que talvez para nós chega até ser absurdo, mas, no entanto, diariamente nós presenciamos”, comenta Inácio.

O trabalhador precisa fazer a sua autocrítica, precisa se colocar muitas vezes no lugar do outro para perceber realmente o que está fazendo, qual a impressão que o que o empresário vai ter. “Ser honesto é também a questão da pontualidade, de agir correto, coisas básicas, então são feedbacks, pequenas orientações que nós junto com a agência do trabalhador elaboramos”, finaliza.

Confira o áudio na íntegra: