“Os produtores do Sudoeste não sabem quanto custa um litro de leite. Eles imaginam, mas não sabem, por que não fazem o controle e a gestão da propriedade”. Essa afirmativa foi feita pelo administrador que atua na Unisep, Jamir Rauta e que fez uma dissertação de mestrado sobre este assunto.

Jamir visitou diversas propriedades no Sudoeste, em diferentes municípios da região, entre os meses de novembro do ano passado e março deste ano para constatar que 80% dos produtores não fazem a gestão da propriedade. Jamir diz que os produtores se preocupam com a quantidade e buscam ganhar até quatro centavos no litro, mas não percebem que se melhorar a qualidade, a rentabilidade também pode aumentar.

O principal indício de que a atividade é importante é justificado por Jamir que o PIB em 2013, no Brasil, foi de R$ 4,8 trilhões e com a atividade leiteira foi de R$ 22,9, mas o Brasil não consegue exportar o leite produzido porque não tem qualidade. Outra situação que chama a atenção é a falta de tecnologia nas propriedades, pois nesta mesma pesquisa, Jamir constatou que vários produtores ainda fazem a ordenha à mão, em chão batido e resfriam o leite junto com carne e outros alimentos.

Queijos

Entre os pesquisadores existe uma máxima “quando o leite não é bom vai para queijo e aqui existem muitas queijarias”, disse Jamir. Outro detalhe ressaltado por Jamir é sobre o queijo mussarela, onde o que existe de pior no leite, vai para este segmento.

Soluções

Jamir orienta que para melhorar a qualidade de leite, o produtor precisa entender a importância da gestão da propriedade. Ele afirma também que é necessário envolver o setor público, as instituições de ensino da Região e as indústrias exigirem do produtor, melhor qualidade do leite.

Entrevista na Rádio Onda Sul com Jamir Rauta e uma reflexão sobre a qualidade do leite no Sudoeste: