O Tribunal de Contas do Paraná(TCE/PR) julgará, nesta quinta-feira(14), o primeiro dos 14 processos que apontam indícios de fraudes na construção ou reforma de escolas estaduais no Paraná.  O processo tem como base liminar que determinou a paralisação do contrato e dos pagamentos à empresa Valor Construtora e Serviços Ambientais Ltda.  Dentre os processos está o que investiga a construção da Escola Tancredo Neves, em Coronel Vivida.

A empresa era responsável pela construção das escolas estaduais Ribeirão Grande e Jardim Paulista, no município de Campina Grande do Sul,a Região Metropolitana de Curitiba, e foi denunciada pelo TCE-PR à Policia Civil, aos Ministérios Públicos Federal e Estadual e ao Tribunal de Contas da União, já que parte dos recursos desviados eram federais. A partir da decisão do TCE-PR foi iniciado procedimento para apurar o caso pelos organismos policiais.

 No total, somente em relação à empresa Valor, existem mais cinco processos tramitando, nos quais o Tribunal de Contas penaliza 24 pessoas individualmente, entre integrantes da empresa e agentes públicos. Outras sete obras, executadas por cinco empresas, estão sendo investigadas pelo Tribunal. Em valores de 2016, o TCE- impugnou pagamentos efetuados pela Secretaria Estadual de Educação que superam R$ 29,6 milhões, dos quais R$ 13,8 milhões têm origem em recursos com fonte federal.

Os processos  investigam a construção das escolas estaduais Leni Marlene Jacob e Pedro Carli, em Guarapuava; Willian Madi, em Cornélio Procópio; Tancredo Neves, em Coronel Vivida; Arcângelo Nandi, em Santa Terezinha de Itaipu; Lysímaco Ferreira da Costa, em Rio Negro, e do Colégio Estadual Profissionalizante de Campo Largo. Também constam da lista,  obras de reparos e ampliação nas escolas Amâncio Moro, Yvone Pimentel, Dirce Celestino e João Wislinski, em Curitiba; e Ambrósio Bini, em Almirante Tamandaré.