A Polícia Civil anunciou o desmantelamento de uma quadrilha de sequestradores que agia na região centro sul do Paraná. O delegado chefe da 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava, Rubens Miranda Junior, e o delegado do Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial), Cristiano Augusto Quintas dos Santos, convocaram uma coletiva de imprensa para as 10h desta quarta-feira (27), para a apresentar os detalhes da operação.

A quadrilha era investigada desde o sequestro do empresário de Candói, Arnon Felipe Hamus, ocorrido em 14 de abril do ano passado. Na ocosião, o empresário estava em casa com a esposa quando três homens armados e encapuzados arrombaram portas, renderam o casal e deram voz de assalto. A chegada dos marginais foi registrada pelas câmeras de monitoramento da casa. Os ladrões pediram joias e dinheiro e apanharam duas correntes e duas pulseiras em ouro. Em seguida, fugiram com o carro da família, um Honda Civic placas AFH 9002, levando Arnon como refém.

O veículo foi localizado no dia seguinte, mas o empresário ficou 19 dias em poder dos sequestradores. Segundo a Polícia Civil, na madrugada de 03 de maio, Hamud foi localizado por populares no meio de uma plantação de milho em Quarto Centenário, no noroeste do Estado.

Em coletiva de imprensa na época, o delegado da 14ª SDP, não forneceu muitas informações sobre o caso, segundo ele, para não atrapalhar o andamento das investigações. Também não informou se a família pagou resgate e disse que estas informações serão fornecidas durante o andamento do processo. Ele também não informou, apesar de ser questionado pelos repórteres que participavam do pronunciamento, se Arnon foi encontrado com a ajuda das autoridades ou não. Tampouco o delegado disse quem foi o responsável por buscar Arnon em Quarto Centenário, local onde foi encontrado. Durante o período do sequestro, familiares se recusavam a falar sobre o desaparecimento do rapaz e as autoridades diziam não haver mais informações a serem fornecidas.

A família de Arnon, proprietária de dois supermercados em Candói e Cantagalo, respectivamente, chegou a se manifestar nas redes sociais pedindo orações por parte da população para que este fosse encontrado com vida. Neste ínterim, nem os funcionários dos mercados da família falavam sobre o assunto.