Preocupados com os efeitos do Plano de Manejo do Refúgio da Vida Silvestre dos Campos de Palmas, os mais de quarenta proprietários das áreas localizadas no interior da Unidade de Conservação Federal Refúgio Silvestre dos Campos de Palmas formalizaram um pedido para a revisão do documento que põe em risco suas  permanências, bem como, suas atividades econômicas desenvolvidas no local, desde meados do século XIX.  O tema deverá ser apresentado durante a sessão do Poder Legislativo, na noite desta segunda-feira(11).

O RBJ teve acesso ao documento que será encaminhado às lideranças e aos órgãos ambientais – IBAMA e ICMbio – em Brasília, no qual os proprietários relatam que a ocupação dos Campos de Palmas e o início das atividades econômicas nas áreas ocorrem desde 1839 e muito contribuíram e contribuem para a economia local, estadual e nacional.

Explicam que caso não haja a revisão pretendida, aproximadamente 180 empregos direitos e outros tantos indiretos serão extintos. A pecuária terá corte de aproximadamente 30% com prejuízos anuais superiores a R$ 4 milhões de reais, além da perda genética de ovinos e bovinos. A produção de grãos sofrerá impacto de R$ 7 milhões e outros R$ 160 milhões na silvicultura, dentre outras questões históricas, econômicas e sociais. “As ponderações deixam muito clara a necessidade de revisão do Plano de Manejo”, diz o documento.

Os proprietários entendem que o Plano é fundamental para a vida da população atingida, mas que há necessidade de mudanças para que fique contemplada a atividade pecuária de campo; lavouras de grãos; batata e silvicultura. Também pedem a liberação de autorização para implantação do parque eólico em estudo.

Em contrapartida, comprometem-se em autorizar a pesquisa científica e o desenvolvimento do turismo; introdução de técnicas de manejo de gado para preservação do campo nativo; participação nos estudos pela revisão do Plano. “Esperamos o atendimento de nosso pleito que é vital para tranquilizar as famílias de proprietários e trabalhadores rurais duramente atingidos”, finaliza o documento.