A Polícia Militar Ambiental realizou entre os meses de janeiro e fevereiro uma série de operações para localização de áreas de desmatamento nas regiões centro-sul,oeste e sudoeste do Paraná. Ao todo, os agentes identificaram 126 mil m² de área desmatada. Os proprietários não possuíam autorização para a derrubada e deverão responder por crime ambiental.

Em Mangueirinha, sudoeste do Estado, o proprietário de uma serraria foi preso em flagrante, após a Polícia encontrar 15 m³ de madeira Araucária Angustifolia – espécie ameaçada de extinção, estocada em um depósito. Por não possuir a documentação obrigatória, o empresário foi encaminhado à Delegacia, onde assinou um termo de comparecimento a uma audiência com o juiz e foi liberado.

Conforme a Polícia Ambiental, por serem regiões agrícolas, o centro sul, oeste e sudoeste apresentam sérios problemas com o desmatamento da Mata Atlântica, visando o aumento das áreas de plantio. Em Capanema, foram encontrados 12 mil m² de desmatamento no na comunidade rural de São Luiz. No município de Dois Vizinhos, os policiais acharam uma área de desmate de 70 mil m². Em Espigão Alto do Iguaçu, centro-sul paranaense, a área de desmatamento é de 28 mil m². Já em Missal, na região oeste, a Polícia Ambiental encontrou uma área de 16 mil m² desmatada. No local, foi encontrada ainda uma retroescavadeira usada para fazer a derrubada das plantas. Entre as espécies derrubadas, os policiais encontraram Marfim, Cabreúva, Canela Preta, Louro-branco, leiteiro, angico-vermelho, Açoita-cavalo, Aroeira-vermelha, Cambará e Araucária – todas são ameaçadas de extinção.

Foram encaminhados ofícios ao Ministério Público do Paraná, que deverá denunciar os proprietários das áreas, os motoristas que realizaram os transporte das madeiras e as empresas contratadas para realizar a derrubada da mata, por crime ambiental. Os responsáveis poderão ser condenados a até três anos de prisão, além de multa.