Por Larissa Mazaloti

 

Na última sexta-feira (23), a população de Francisco Beltrão foi surpreendida por explosões e pela fumaça que tomou as imediações da empresa Dariva Fogos, no bairro Cristo Rei.  Um incêndio de grandes proporções registrado por volta das 14h destruiu completamente o prédio da empresa. O estoque da loja, apesar de ser de artigos de pesca também, é de fogos de artifício e armamento. Entretanto, as armas são guardadas de forma segura e dentro dos padrões e os fogos mais pesados estão fora do perímetro urbano, segundo informações do proprietário Valmir Dariva.

 

 

O comandante do 3º Subgrupamento de Bombeiros Independente, Major Norton Alexandre Kapp confirma que os produtos de maior risco não estavam na loja.
Dariva falou ao vivo para a Rádio Onda Sul FM um dia após o incêndio e declarou não conhecer as causas, mas diz que o estrago não se deu pelos explosivos e sim pelo fogo que se alastrou rapidamente. Ele afirma que houve demora por parte dos bombeiros que foram acionados assim que o incidente ocorreu. “Eu não sei o que aconteceu, mas houve uma grande demora dos bombeiros, pelas filmagens dá para ver que demorou, poderia ter salvo toda a loja, porque o que tinha de explosivo era muito pouco”, declarou.

 

 

Dariva esclarece que o material para shows pirotécnicos continua intacto, porque não estava na loja. “O pessoal do exército, todo mundo sabe que na loja o que fica não passa de foquetes de mão”, reafirma e diz que os compromissos com eventos serão cumpridos normalmente.
O proprietário diz que se colocou a disposição da Polícia Civil e Criminalística para as investigações. “Sou o mais interessado em saber o que aconteceu”, enfatiza e conta que o prejuízo com os fogos foi mínimo, pelo pequeno estoque, mas o material de pesca foi perdido.

 

 

Já o Major Kapp garante que o acionamento foi imediato e também cita os vídeos como prova de que os bombeiros nem esperaram ligações pelo 193 para fazer o atendimento, porque o quartel fica bem próximo à loja Dariva Fogos. Kapp disse que ouviu um comentário que um dos funcionários estaria demonstrando um equipamento e a partir disso teria começado acontecer o incêndio. “Mas ainda não temos a veracidade dos fatos e só a Criminalística pode informar as causas”, comentou.

 

A Polícia Civil e a Criminalística trabalham no caso para apurar as causas do sinistro. A Polícia Civil está ouvindo testemunhas e os proprietários da loja e a Criminalística elaborando os laudos técnicos. Nesta segunda-feira (26), em contato com o Perito Patrick Souza, chefe da Seção Técnica de Francisco Beltrão, o mesmo afirmou que ainda é cedo para apontar a causa do incêndio. “Estamos ainda averiguando toda situação e precisamos confirmar alguns fatores, por isso ainda vai demorar alguns dias”, disse.