Os  promotores de justiça da Comarca de Palmas, sul do Paraná, Juliana Botomé e Felipe Lisboa Barcelos explicaram  os motivos que levaram o Ministério Público a mover as ações cívis públicas  contra o Poder Legislativo local e contra o presidente da Casa, Adilson Piram(PMDB). A promotora explicou à Rede Bom Jesus de Comunicação, que ainda no final de 2013, foi apresentada ao então presidente, Wilmo Rodrigues Correia da Silva, proposta de Termo de Ajustamento de Conduta, para que o Poder Legislativo local adequasse o quadro de funcionários, o que foi rejeitado em votação pelos vereadores.Diante da negativa,expediu Recomendações Administrativas, que também não foram levadas em conta pelo atual presidente da Câmara Municipal de Palmas.

O promotor Felipe Lisboa Barcelos, explicou que as medidas não estão questionando a qualificação e capacidade dos funcionários nomeados e exercendo as funções atualmente, mas visam preservar a igualdade de oportunidade de acesso a toda população de Palmas ao serviço público. Conforme ele, há funções específicas como na área jurídica, tributária, contábil e de redação que devem ser ocupadas por pessoas concursadas ou aprovadas em teste seletivo para que os serviços prestados não sofram descontinuidade a cada período em que ocorre alterações no comando na Casa de Leis, que atualmente indica os ocupantes das funções.

Diante do entendimento que tais práticas ferem o princípio constitucional,  o MP está cobrando  que seja realizado concurso público e a consequente exoneração dos atuais ocupantes de cargos em comissão que não se enquadrem nas hipóteses constitucionais de chefia, direção e assessoramento.

Em relação ao presidente da Casa, o MP solicita que o presidente responda pela prática de improbidade administrativa, visto que nomeou servidores comissionados para cartos técnicos, ferindo os princípios da administração pública. Explicou o promotor que as ações foram encaminhadas ao Poder Judiciário que deverá se manifestar após terem sido cumpridos todos os procedimentos  previstos.